5 caminhos para expandir sua empresa em Saltinho e lucrar mais

Especialistas listam o que o empresário deve avaliar antes de investir tempo e capital para abrir novas unidades ou franquias

Você acha que sua empresa está pronta para crescer? Muitos empreendedores sentem que há uma necessidade de escalar sua ideia e aumentar o volume de vendas. Para Júlio Tadeu Alencar, consultor do Sebrae-SP, o pequeno empresário precisa saber que determinados investimentos só terão retorno a longo prazo. “Por isso, é preciso pensar bem antes de contratar novos funcionários ou se dividir em uma nova filial”, afirma.

Paulo Emílio, professor de gestão da Fundação Dom Cabral e gerente-coordenador da Rede Paex, afirma que donos de pequenas empresas devem se perguntar se ainda é possível vender mais para os mesmos clientes antes de abrir uma nova unidade ou expandir por meio de franquias, por exemplo. “É possível vender mais para os mesmos clientes, para novos clientes e aproveitar a estrutura da marca para vender para outros segmentos”, explica.

Vinicius Licks, coordenador da graduação em Engenharia Mecatrônica do Insper, conta que quando o empreendedor resolve aumentar o volume de vendas fazendo promoções e dando muito desconto, ele não percebe que sua margem de lucro diminui. “Nem sempre isso é um bom negócio, porque ele trabalha com margens pequenas, mas fica com a sensação de que vendeu mais”, diz.

Veja algumas maneiras de expandir o seu negócio e o que você deve considerar antes de tomar essa decisão:

1. Abrir outras unidades

Quando o negócio está crescendo bem e há oportunidades para levar a marca para outros pontos de venda, é inevitável que o empreendedor passe a considerar investir em novas lojas. “Abrir uma nova unidade significa mais investimento, uma equipe nova, e demanda muito tempo”, afirma Licks.

Para Alencar, ao abrir uma nova filial o empresário precisa encarar como se fosse um novo negócio. “É preciso fazer um plano de negócios e colocar no papel essa ideia”, ensina.

2. Expandir por meio do franchising

Para crescer por meio de franquias, o negócio precisa ter processos bem alinhados e uma marca conhecida no mercado. “O empresário terá que abrir mão da empresa e ajudar no gerenciamento de outras. A empresa tem que ser perfeita, pois os franqueados vão colocar dinheiro na marca”, afirma Alencar.

O que você pode oferecer para tornar a vida do franqueado mais fácil? A sua empresa já tem processos na área de distribuição? Você tem capacidade para abrir lojas em escala? Essas são algumas perguntas que o empreendedor deve fazer antes de entrar no sistema. “Não basta oferecer uma marca, você também tem que ter segurança jurídica. E ter certeza de que vai entregar o que você prometeu para o franqueado”, explica Emilio.

3. Aumentar o mix de produto ou serviço

Diversificar e ampliar os produtos da sua empresa são algumas maneiras de vender mais e consequentemente crescer. Nesse caso, Alencar afirma que o primeiro passo é fazer uma pesquisa dentro do negócio e verificar o que pode ser oferecido aos clientes e que tem a ver com a sua marca.

“Olhe para os seus dados e descubra que tipo de mix de produtos que os clientes compram”, diz Licks. Você pode descobrir algo que complemente uma venda e aumentar o ticket médio. Entretanto, Emilio afirma que é preciso se atentar para que exista uma lógica com os produtos já oferecidos.

4. Diversificar os canais de venda

Sua marca já está presente na internet? É possível atender aos consumidores de outras maneiras e assim aumentar o volume de vendas? Dependendo do tipo de negócio, é possível buscar soluções como recorrer a distribuidores e treinar representantes comerciais da sua marca para atuar em outras cidades.

Nesses casos, o empresário precisa colocar tudo no papel antes de tomar a decisão. Licks ressalta que, muitas vezes, será preciso investir muito tempo e capital para que os canais deem o resultado esperado.

5. Comprar uma empresa concorrente

A fusão ou aquisição de um negócio concorrente pode ser uma opção para expandir a empresa. Emilio afirma que deve ser levada em consideração a sinergia existente entre os negócios. Diminuir os custos fixos, alcançar escala e aumentar a cartela de clientes devem ser os principais objetivos do empresário.

Calegari Contabilidade

Contabilidade em Saltinho

Indicadores de saúde financeira da sua empresa em Saltinho


Preparamos este post para demonstrar os principais indicadores de saúde financeira de um negócio. Confira e descubra que o sua empresa está no caminho certo.

Abrir uma empresa é uma tarefa que pode ser muito complicada e burocrática, mas garantir a sobrevivência do empreendimento pode ser ainda mais difícil. Portanto, ao decidir se tornar um empreendedor, é importante estar pronto para arcar com todas as responsabilidades que isso envolve.

Assim, um dos principais cuidados que um gestor deve ter é em relação às finanças do seu empreendimento. A razão disso é que a saúde financeira está atrelada a uma série de fatores e variáveis que, se não forem bem avaliados, podem colocar a situação do negócio em sérios riscos.

Por isso, diversos indicadores de saúde financeira foram desenvolvidos com o intuito de apontar o real desempenho, a rentabilidade, a lucratividade e o potencial que uma empresa tem.

Tais indicadores ajudam os gestores a tomar decisões mais acertadas e pensar em medidas preventivas, caso os negócios caminhem de forma ineficiente. Eles também permitem que melhores práticas sejam adotadas para otimizar e melhorar cada vez mais os resultados.

Quais são os principais indicadores de saúde financeira que você precisa ficar de olho?

Continue lendo o artigo para conferir os principais indicadores de saúde financeira de uma empresa e descubra que o seu negócio está no caminho certo.

1. Cobertura de Juros

Não poderia deixar de ser o primeiro da lista, pois esse indicador de saúde financeira é altamente relevante para que a empresa possa evitar entrar em um endividamento por conta de clientes inadimplentes e contas atrasadas.

A Cobertura de Juros ajuda a mostrar a capacidade da empresa de adquirir capital para cobrir juros contratuais sem que sua geração de caixa seja comprometida.

Além disso, ela ajuda a identificar se os juros estão causando prejuízos ao caixa da empresa, em qual quantidade e a definir estratégias de recuperação de crédito. Quanto maior for esse índice, maior será a capacidade que uma empresa tem de atender suas obrigações.

2. Margem Operacional

Este é o indicador de saúde financeira que mostra qual é a real margem de lucratividade da empresa. Através da Margem Operacional é possível mensurar se há rentabilidade nas transações financeiras do empreendimento em um determinado período de tempo.

O indicador permite uma minuciosa avaliação que leva em conta:

  • O nível de vendas;
  • O capital investido;
  • Os ativos da empresa.

Ele possibilita que o gestor faça uma comparação mais efetiva do desempenho de sua empresa em diferentes períodos.

3. Custos Fixos

Um gestor jamais deve perder de vista quais são os custos fixos de sua empresa. Esse indicador se refere aos custos que não variam, independente se houver alguma alteração no faturamento. São despesas como: pagamento de funcionários, aluguel, luz, água, materiais de escritório, produtos de limpeza e tudo o que é necessário pagar para manter o negócio em funcionamento.

É importante estar sempre atento aos custos fixos, pois, caso eles aumentem mais do que o esperado, poderão causar graves danos à saúde financeira da empresa.

Mantenha a atenção principalmente a aqueles custos que podem variar de acordo com o consumo, como água, luz e telefone. Oriente os funcionários em relação a isso para que eles colaborem e não excedam nos gastos.

4. Liquidez Corrente

Esse indicador é importante para assegurar a saúde financeira do empreendimento, pois lida diretamente com as previsões de recebimentos da empresa em relação às suas contas a pagar.

Ou seja, a Liquidez Corrente é uma relação entre os valores que vão sair e aqueles que vão entrar.

É um indicador que ajuda a prever possíveis furos no orçamento, o que permite que o gestor possa tomar medidas preventivas, a tempo de evitar uma catástrofe financeira na empresa.

Resumindo, a Liquidez Corrente mostra quanto a empresa tem a receber em um curto período e quanto tem a pagar nesse mesmo período.

5. Nível de Satisfação do Cliente

O nível de Satisfação do Cliente é um dos indicadores mais relevantes para a empresa.

Diferentemente de todos os outros que lidam com informações passadas para sustentar o presente, o Nível de Satisfação do Cliente ou Consumidor ajuda a projetar o futuro do negócio, baseando-se nas experiências de vendas realizadas.

O objetivo é monitorar o nível de satisfação que seus clientes tiveram ao comprar seus produtos ou contratar seus serviços. Quanto maior esse nível de satisfação, maiores as chances de o cliente retornar e consumir mais, além de também poder ser um divulgador de sua marca.

A chamada propaganda de “boca a boca” é o sonho de todo empreendedor. E isso é algo que acontece naturalmente sempre que alguém compra um produto ou um serviço de qualidade.

Atualmente as empresas estão precisando redobrar sua atenção com o nível de satisfação de seus clientes por causa das redes sociais. Elas acabaram se tornando um meio para dizer o quão bom ou ruim é um produto.

Quando o nível de satisfação do cliente é baixo, é preciso tomar algumas atitudes específicas, tais como:

  • Mudar as suas estratégias de venda;
  • Reavaliar a qualidade de seus produtos ou serviços;
  • Reformular, em casos mais drásticos, seu planejamento de negócios.

O nível de satisfação dos clientes pode ser medido de diversas formas, como:

  • Com base nas informações obtidas pelo SAC (Serviço de Atendimento ao Cliente);
  • Verificação das mensagens enviadas pelos clientes para as redes sociais da empresa;
  • Realizando pesquisas de satisfação com os clientes.

6. Ticket Médio

O ticket médio se refere ao valor médio das compras efetuadas pelos clientes. É um indicador especialmente importante se sua empresa faz parte do segmento do varejo. O cálculo é bastante simples: basta dividir o valor total do faturamento de um período de tempo pela quantidade de vendas do mesmo.

Esta informação permite uma série de análises, incluindo uma verificação do desempenho de cada vendedor, pois é possível calcular o ticket médio de venda de cada funcionário e, então, ver qual se destaca vendendo itens mais caros, por exemplo.

Além disso, é possível verificar se há a necessidade de fazer alterações na equipe de vendedores ou mesmo alterar as estratégias de marketing a fim de aumentar o valor do ticket médio.

7. Giro de Caixa

O Giro de Caixa é um importante indicador de saúde financeira que aponta a quantidade de vezes que o caixa de uma empresa gira a cada ano. Ele é utilizado para financiar as atividades operacionais da empresa.

Além disso, serve para mostrar o tempo que os custos do empreendimento levam para ser convertidos em vendas ou em caixa.

Quanto maior for o indicador de giro de caixa de um negócio, melhor e mais eficaz é sua gestão financeira.

8. Ferramenta de Gestão Financeira

Uma das melhores formas de assegurar a saúde financeira de qualquer empresa é garantindo uma gestão eficiente.

Principalmente quando estamos lidando com as notas fiscais. Não basta organizar as NFes em planilhas manuais e armazená-las em HDs de computadores que podem ser facilmente danificados e levar à perda de todos os arquivos.

Uma ferramenta de gestão financeira eficiente oferece inúmeros benefícios ao seu negócio, como:

  • Baixar arquivo XML diretamente do site da SEFAZ;
  • Gerenciar de forma eficaz notas fiscais eletrônicas;
  • Armazenar NFE-s diretamente em servidores na nuvem, garantindo a segurança dos arquivos;
  • Controlar de forma completa o setor financeiro de sua empresa;
  • Contar com sistema conectado à Secretaria da Fazenda, permitindo que todas as NFE-s e os CTes sejam emitidos diretamente no CNPJ da empresa;
  • Receber notas fiscais antes mesmo dos produtos chegarem.

A Importância de ter um profissional para cuidar das finanças da empresa

Como se pode ver, são muito detalhes a serem levados em consideração. Dada a importância da saúde financeira de uma empresa, é interessante que se tenha uma pessoa apenas para cuidar dessa área. O gestor, claro, deve acompanhar tudo de perto, porém é praticamente impossível que sozinho ele consiga dar conta de todas as tarefas.

Quando uma empresa está no início, é natural que o dono acumula diversas funções, mas é imprescindível que ele tenha consciência do momento em que deve passar a delegar essas tarefas.

Não é necessário que o responsável pelo setor financeiro da empresa tenha alguma formação específica, mas se tiver, melhor. É importante ser uma pessoa competente e de confiança.

Afinal ela tomará conta do coração da empresa, efetuando pagamentos, fazendo análises, relatórios, etc.

Ao delegar as tarefas mais simples do setor financeiro para um funcionário, o gestor terá mais tempo para analisar os indicadores de saúde financeira da empresa e tomar as medidas que forem necessárias.

Garanta a saúde financeira da sua empresa em Saltinho

Independente se sua empresa é de pequeno, médio ou grande porte, é importante colocar todos os indicadores financeiros em prática e ter uma visão estratégica de seu negócio, prevendo cenários negativos antes que ocorram e tomando atitudes para modificá-los a tempo.

As finanças são o coração de uma empresa, se essa área não for bem administrada dificilmente ela conseguirá permanecer na ativa por muito tempo.

Sua empresa utiliza indicadores de saúde financeira ou uma ferramenta de gestão para organizar suas notas fiscais? Deixe um comentário compartilhando sua experiência conosco.

Quer aprender como comissionar seu time de vendas? Então, confira nosso post Comissionamento de vendas para times SaaS: Montando o plano perfeito.

Fonte: http://saiadolugar.com.br/

Calegari Contabilidade

Contabilidade em Saltinho

Sociedade empresarial: Como evitar problemas ao incluir um sócio na sua empresa?

Preparamos esse post para explicar como oficializar a sociedade empresarial e também o que fazer antes de incluir um novo sócio na sociedade. Acompanhe!

Dizem que uma sociedade empresarial é igual casamento, ou até mesmo um compromisso muito mais sério! Ou seja, é preciso ter certeza ao decidir por uma união como essas, pois é algo que espera-se que seja uma parceria sem fim.

Logo de cara já deu para perceber que é uma grande responsabilidade formar uma sociedade, não é mesmo? Por esse motivo, ainda há muita insegurança, medo e desinformação sobre como deve-se proceder durante esse processo para não ter dores de cabeça futuras.

As principais dúvidas são referente aos riscos que podem ser corridos, se vale a pena fazer esse tipo de negócio ou não e também como evitar fazer parcerias com sócios que não tenham afinidade com o empreendedor ou com o negócio.

Sendo assim, preparamos esse conteúdo que abordará alguns tópicos focados especificamente em situações em que opta-se incluir um sócio em uma sociedade empresarial sendo ela já existente ou não.

Então, continue lendo para saber mais sobre como oficializar a sociedade, avaliar se vale a pena fazer isso e também o que fazer antes de incluir um novo sócio na sociedade.Acompanhe!

O que fazer para oficializar uma sociedade empresarial?

Uma dúvida que aparece frequentemente é em relação o que deve ser feito para oficializar a sociedade empresarial, para que seja possível começar uma sociedade empresarial juntamente com um novo sócio.

Por isso, preparamos alguns pontos que mostram melhor como isso deve ser feito e as etapas a serem percorridas:

Especifique tudo no Contrato Social

O Contrato Social é um dos principais documentos que define como funcionará uma sociedade. Por isso, é preciso que todos os detalhes estejam contidos neles, principalmente as informações do negócio e as obrigações de cada sócio.

Preparamos uma lista rápida, abordando os detalhes que não podem faltar no contrato social:

  • Percentual de participação de cada sócio;
  • Responsabilidade e função de cada um;
  • Como irá funcionar a retirada de capital;
  • Estratégias e funcionamento do negócio;
  • Divisão de lucros e prejuízos;

Obviamente que muitos outros detalhes podem ser incluídos, porém o mais importante é saber que esse documento deve ser utilizado como um guia do funcionamento jurídico da empresa.

Alinhamento prévio dos objetivos

Assim como qualquer parceria, uma sociedade empresarial exige que seja feito um alinhamento de todas as partes sobre os objetivos do negócio.

Até porque, dificilmente uma sociedade será bem sucedida se os sócios não possuem objetivos em comum. Por isso, é indicado que eles sejam alinhados, além de definir quais serão as prioridades e o foco da empresa.

Fazendo isso, é possível garantir que tudo estará bem definido e será mais tranquilo trabalhar em conjunto, mesmo que os sócios tenham estilos diferentes de agir, pensar e trabalhar.

Preze pela transparência

A transparência ajuda a aumentar a confiança e estreitar o vínculo entre as pessoas. Em uma sociedade empresarial isso não é diferente.

É importante entender que prezar pela transparência logo desde o início contribuirá para que todas as partes estejam cientes dos desafios da empresa e possa enfrentá-los da melhor maneira possível.

Além disso, sendo transparente será muito mais favorável que possa ocorrer uma ajuda mútua entre os próprios sócios dentro das responsabilidades e o foco de cada um dentro do negócio.

Soma-se a isso, a necessidade de que haja uma relação sincera e que nenhum problema externo possa afetar esse relacionamento profissional.

Explore a diversidade de talentos

Uma das coisas mais importantes para que uma sociedade seja bem sucedida é a soma de experiências e talentos.

Por isso, utilize essa diversidade a favor da sociedade que está sendo formada e divida as funções, no sentido de que cada um possa dar o máximo de si e explorar seu conhecimento para contribuir com as partes do negócio que tem mais afinidade.

Além disso, é importante que as decisões estratégicas sejam discutidas entre eles. Isso irá ajudar a apurar diferentes visões sobre a situação e também a direcionar um cenário em que é possível orientar-se em busca dos melhores resultados para a empresa.

O que fazer antes de incluir um sócio na sociedade?

Agora que você entendeu como oficializar a entrada de um sócio em uma sociedade empresarial, vamos dar um passo atrás e ir para o momento de escolha de um possível parceiro nessa jornada.

O fato é que uma avaliação cuidadosa de alguns critérios é fundamental para tomar a decisão de dividir a empresa com alguém. Por isso, preparamos algumas dicas para auxiliá-lo a tomar essa decisão. Veja:

1 – Faça uma boa escolha

Assim como falamos no início do texto, sociedade é igual casamento, portanto é preciso ter consciência dessa escolha para que ela não seja feita de forma equivocada.

Sendo assim, a primeira coisa que deve ser analisada é qual o valor agregado que aquele possível sócio poderá trazer para o negócio, pois essa parceria precisa fazer sentido.

Além disso, o relacionamento pessoal é algo que deve ser levado em consideração também, pois ninguém quer conviver com um sócio em que não saiba lidar muito bem.

2 – Analise os prós e os contras

Toda parceria precisa ser algo muito bom para ambos os lados, então antes de iniciá-la é importante verificar quais são os prós e contras que esse acordo poderá gerar.

Obviamente que essa análise só indicará se vale a pena fazer essa parceria se houver mais pontos positivos do que negativos.

Não se esqueça de levar em consideração também que agora vai ser preciso ter disposição em dar satisfações do seu trabalho para outra pessoa. Então, será preciso aprender a lidar com isso.

3 – Divida as responsabilidades e as tarefas

Outra reflexão que precisará ser feita é sobre a divisão das responsabilidades de cada um e quais tarefas estão incluídas nessa divisão.

Nesse sentido, procure aproveitar as melhores habilidades e conhecimento que cada um possui para delegar da melhor maneira possível.

Lembre-se de que feito isso, cada um terá sua responsabilidade e deve ser livre para tomar decisões, a não ser que ela seja muito estratégica e precise da aprovação de todos os sócios.

4 – Verifique o lado financeiro

Uma reflexão importante é sobre o lado financeiro, ou seja, uma pergunta que deve ser feita é se o seu negócio tem condições de manter financeiramente um novo colaborador a nível de sócio.

Caso positivo, veja qual seria o melhor valor de remuneração, além de combinar como será a divisão de lucros e retiradas mensais e anuais.

5 – Defina as regras

Independente se a sociedade é com amigos ou familiares, é preciso separar a vida pessoal da profissional, portanto é indicado que sejam definidas regras de conduta para cada sócio.

Além disso ajudar no andamento das atividades do negócio e na tomada de decisão, caso haja uma ruptura no futuro, ajudará a evitar possíveis desgastes que sejam traumáticos.

6 – Esteja preparado para os feedbacks

O feedback é uma das mais poderosas ferramentas de relacionamento. Em uma sociedade empresarial ele deve ser usado sem exceção.

Até porque, ele ajudará para que se tenha o hábito de discutir abertamente qualquer insatisfação, evitando que os problemas se acumulem e possam virar algo maior, assim como uma bomba que pode estourar a qualquer momento.

Isso ajudará não somente no relacionamento pessoal mas também para que o negócio possa prosperar e crescer.

Afinal, vale a pena ter um sócio?

Bom, você já deve ter percebido que a sociedade empresarial é quase um caminho sem volta! Mas será que vale a pena buscar um ou mais sócios?

Podemos dizer que quando isso é feito com todos os cuidados que listamos aqui e também quando há realmente uma parceria, vale muito a pena!

Até porque, tendo um sócio é possível trazer uma experiência diferente para o negócio, ou seja, você não precisará ser aquele empreendedor que tem que focar em tudo e ficará sobrecarregado.

Então, pode-se dar ao luxo de focar em assuntos específicos, além de ficar tranquilo com certas áreas, pois saberá que alguém especialista está a frente dela.

Além disso, muitas vezes é difícil tomar decisões sozinho, então colocando mais uma cabeça para pensar nesses momentos ajudar muito para que esse processo seja conduzido da melhor maneira possível.

Junto a isso, há o fato de que sempre será preciso alguém para desabafar e compartilhar os medos, frustrações e os desafios do dia a dia. Sem dúvida nenhuma, um sócio poderá ser a melhor pessoa para isso. Dessa maneira é possível ter um mentor ou conselheiro bem próximo da sua rotina.

Obviamente que há também as histórias que não tem um final muito feliz, por isso que recomendamos fazer uma análise completa da situação e dos pontos críticos que envolvem ela.

Porém, caso isso aconteça mesmo assim, lembre-se de que tudo na vida gera um aprendizado importante e ajudará a preveni-lo de experiências ruins no futuro.

O fato é que hoje formar ou participar de uma sociedade empresarial não é mais um processo parecido com “jogar na loteria”. Afinal, é possível tomar essa decisão com base em muita coisa que falamos aqui, ok?

Fonte: saiadolugar.com.br/sociedade-empresarial

Calegari Contabilidade

Contabilidade em Saltinho

Como montar um serviço de funilaria e pintura em Saltinho


Apresentação

Aviso: Antes de conhecer este negócio, vale ressaltar que os tópicos a seguir não fazem parte de um Plano de Negócio e sim do perfil do ambiente no qual o empreendedor irá vislumbrar uma oportunidade de negócio em Saltinho como a descrita a seguir. O objetivo de todos os tópicos a seguir é desmistificar e dar uma visão geral de como um negócio se posiciona no mercado. Quais as variáveis que mais afetam este tipo de negócio? Como se comportam essas variáveis de mercado? Como levantar as informações necessárias para se tomar a iniciativa de empreender?

Funilaria é a atividade de moldar chapas metálicas. Esse tipo de trabalho também é conhecido no Brasil como latoaria ou lanternagem. Em séculos anteriores, as moldagens de chapas mais comuns eram as de peças para alambiques, incluindo uma peça chamada funil, e de lanternas de iluminação. Daí surgiram os termos funilaria e lanternagem.

Com o advento do automóvel, e a necessidade de reparar sua lataria, funileiros ou lanterneiros ganharam um novo e enorme mercado. E esses termos acabaram se associando ao reparo da lataria de automóveis.

Assim, Funilaria e Pintura é a atividade de reparar a lataria do automóvel, o que inclui pintá-la.

A pintura é uma atividade associada, mas que utiliza técnicas bem distintas da funilaria. Ela envolve uma boa preparação e cuidados como evitar que ciscos e poeiras presentes no ambiente assentem sobre as peças, que resíduos de tinta pulverizada se espalhem no ar e que mínimas variações da tonalidade ocorram.

A demanda por esses serviços é diretamente proporcional à frota de automóveis. No Brasil a procura por esses serviços só tem aumentado, assim como sua frota de automóveis.

Uma evolução do mercado foi o surgimento das parcerias das funilarias com as seguradoras de automóveis, que hoje representam expressiva parte do mercado. Elas contratam e pagam as funilarias diretamente. Ao levarem um maior volume de serviços para uma funilaria, negociam preços mais baixos. Isso pode ser bom para as duas partes, mas exige atenção da funilaria para não ficar dependente de uma ou outra seguradora. Cientes dessa dependência, as seguradoras podem pressionar por preços excessivamente baixos que inviabilizam a funilaria.

Por fim, valer ressaltar que o brasileiro tem um nível de exigência maduro em relação aos serviços automobilísticos. Com isso, exige serviços de qualidade no trato de uma das suas maiores paixões, seu automóvel.

Mercado

O mercado de funilaria e pintura está passando ao longo das últimas décadas por um avanço bastaste considerável, haja vista que o número de automóveis dentro do país chegou a níveis históricos. As baixas taxas de juros, a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados e a boa fase da economia do país serviram de grandes incentivos para que o brasileiro adquirisse mais carros do que nunca. Segundo dados do DENATRAN, o tamanho da frota do Brasil até março de 2013 é de 77.359.350 veículos, distribuídos da seguinte maneira:

Norte 3.653.786
Nordeste 12.201.073
Sudeste 38.800.954
Sul 15.627.762
Centro-oeste 7.064.772
Total 77.359.350

Fonte: Ministério das Cidades, Departamento Nacional de Trânsito – DENATRAN, Sistema Nacional de Registro de Veículos/RENAVAM, RENAEST – Registro Nacional de estatísticas e acidentes de trânsito

A frota no Brasil aumentou 115% nos últimos dez anos, pois em março de 2003 a frota era de apenas 36.090.450. Com esse grande número de automóveis em circulação, a quantidade de esbarrões, batidas e acidentes é elevada. Consequentemente, a demanda de serviços de funilaria e pintura também aumenta.

O Brasil registra anualmente 1,5 milhões de acidentes, que envolve aproximadamente 7,5 milhões de pessoas no período de um ano. De acordo com dados fornecidos pelo RENAEST – Registro Nacional de Estatísticas e Acidentes de Trânsito, são 4.100 acidentes por dia, 170 acidentes por hora e 3 acidentes por minuto.

Considerando o contratante direto, o público principal da funilaria e pintura é:
• Seguradoras;
• Revendedoras de veículos usados;
• Empresas privadas e públicas com frotas de veículos;
• Pessoa Física.

Com todo o exposto, pode-se perceber que a atividade de funilaria e pintura tem sempre uma boa demanda. Porém, é aconselhável a realização de uma pesquisa de mercado na sua localidade, para que seja avaliado o tamanho da procura por esse serviço e quem são os concorrentes, como eles trabalham e que preços praticam. Conhecer a concorrência local é fundamental.

Localização

Para acertar na localização de uma funilaria e pintura é necessário atentar para a clientela.

Em relação às seguradoras, revendoras e frotistas, uma localização muito específica não é exigida, haja vista que os clientes são direcionados para aquela oficina credenciada, independentemente do local em que ela está localizada. Um região mais central pode ser o ideal, pois fica de fácil acesso a todos.

Quanto ao cliente pessoa física, é exigida uma localização mais específica, ou seja, é recomendável que a empresa se localize próximo às zonas residenciais ou comerciais com grande fluxo de automóveis, atentando para a comodidade do cliente. E nesses casos, o ideal é um local onde não existam concorrentes ou poucos concorrentes.

Por fim, é preciso verificar se o local permite a instalação de uma funilaria. Além ser um empresa, ela é potencialmente poluidora sonora. Atenção às leis locais e aos vizinhos.

Alguns detalhes devem ser observados na escolha do imóvel:

• O imóvel atende às necessidades operacionais referentes à localização, capacidade de instalação do negócio, possibilidade de expansão, características da vizinhança e disponibilidade dos serviços de água, luz, esgoto, telefone e internet?
• O ponto é de fácil acesso, possui estacionamento para veículos, local para carga e descarga de mercadorias e conta com serviços de transporte coletivo nas redondezas?
• O local está sujeito a inundações ou próximo a zonas de risco?
• O imóvel está legalizado e regularizado junto aos órgãos públicos municipais?
• A planta do imóvel está aprovada pela Prefeitura?
• Houve alguma obra posterior, aumentando, modificando ou diminuindo a área primitiva?
• As atividades a serem desenvolvidas no local respeitam a Lei de Zoneamento ou o Plano Diretor do Município?
• Os pagamentos do IPTU referente ao imóvel encontram-se em dia?
• A legislação local permite o licenciamento das placas de sinalização?

Exigências Legais e Específicas

Trata-se de uma atividade que envolve uma série de materiais e insumos que podem poluir o ar, a água e o solo, tais como: tintas, solventes, massas plásticas, dentre outros. Portanto, um aspecto importante está no licenciamento ambiental. Como varia muito entre estados e entre municípios o modelo de licenciamento e operação de oficinas de funilarias e pinturas junto aos órgãos ambientais, é preciso consultar um especialista, alguém conhecedor das leis e procedimentos práticos locais. Detalhes podem inviabilizar o projeto em sua concepção original.

Por fim, é preciso tomar alguns cuidados com a procedência das peças compradas e verificar se não são oriundas de desmanches de automóveis roubados.

Como são muitos aspectos a serem considerados e uma legislação complexa, é fundamental a assessoria de pessoal experiente em licenciamento desse tipo de atividade. O primeiro passo nesse sentido pode ser uma visita aos órgãos de licenciamento da prefeitura, que darão as primeiras instruções, incluindo como achar profissionais para assessorarem todo o processo.

Outro profissional importante é o contador, que fará a parte formal dos registros. Alguns contadores fazem o assessoramento de licenciamento ambiental. Falar com ele antes de tudo também pode ser o primeiro passo.

Se os obstáculos mencionados anteriormente se mostrarem superáveis, é preciso iniciar o processo com as obrigações de registro comuns a todas as empresas, quais sejam:

a) Registro da empresa nos seguintes órgãos
• Junta Comercial;
• Secretaria da Receita Federal (CNPJ);
• Secretaria Estadual de Fazenda;
• Prefeitura do Município para obter o alvará de funcionamento;
• Enquadramento na Entidade Sindical Patronal;
• Cadastramento na Caixa Econômica Federal no sistema Conectividade Social – INSS / FGTS;
• Corpo de Bombeiros Militar.

b) Entrada com o processo de licenciamento ambiental e sanitário nos órgãos competentes

Recomenda-se que todos esses registros sejam executados com o suporte de um contador.

Estrutura

A estrutura de uma Funilaria e Pintura é composta basicamente por:

Estacionamento para veículo
É o local onde os veículos aguardam a realização do procedimento e, depois de finalizados, esperam a retirada pelo cliente. No caso de danos menores, é também o local onde são retiradas as peças do automóvel e onde ele aguarda a recolocação.

Setor de funilaria
É o local onde é feito o reparo da lataria. No caso de batidas mais sérias, é onde fica todo o automóvel. Nestes casos, são utilizados equipamentos como mesa alinhadora de monobloco, máquinas de solda, elevador automotivo, dentre outros.

Setor de Pintura
É o local para onde os veículos vão após o serviço de funilaria. A área da pintura vai depender da estrutura da empresa, pois se a mesma possuir uma cabine de pintura e secagem, o espaço para acomodação dos veículos poderá ser menor, haja vista que o tempo de secagem é de apenas 40 minutos, além de proteger o automóvel contra eventuais ciscos ou poeiras que podem assentar sobre a peça. Já nas empresas que não possuem a cabine, o espaço para a pintura terá que ser maior, pois como o processo de pintura espalha partículas de tintas em todo o ambiente, os carros terão que ficar mais espaçados, além do processo de secagem demorar cerca de 48 horas, dependendo de condições climáticas.

Administração
Em relação ao serviço de funilaria e pintura, basta uma pequena área administrativa e um espaço confortável para o atendimento aos clientes. Deve haver banheiros para clientes e funcionários.

Almoxarifado/ Estoque
Requer uma pequena área para o armazenamento dos insumos e das ferramentas de trabalho.

Pessoal

O dimensionamento de pessoal a seguir considera uma funilaria e pintura com as seguintes características:

• Faturamento mensal entre R$ 30 mil e R$ 60 mil;
• Execução entre 40 e 80 veículos por mês;
• Preço médio dos serviços de R$ 750,00;
• Sem cabine de pintura e secagem;

Elas empregam entre 05 e 09 funcionários, além dos sócios, assim distribuídos:

• 01 a 02 – Administração e comercial / orçamento
• 01 a 02 – Mecânica/Elétrica
• 01 a 02 – Funilaria
• 01 a 02 – Pintura
• 01 a 02 – Auxiliar de Produção

Equipamentos

A relação a seguir é de caráter genérico e considera equipamentos novos.

Funilaria:

• 01 – Macaco tipo jacaré 2 toneladas: R$ 400,00 a R$ 700,00
• 01 – Máquina de Solda 250 A: R$ 330,00 a R$ 500,00
• 01 – Alinhador de monobloco modelo universal: R$ 2.500,00 a R$ 3.000,00
• 01 – Armário para ferramentas com 2 prateleiras: R$ 270,00 a R$ 370,00
• Esticador hidráulico de 6ton: R$ 350,00 a R$ 450,00
• Conjunto de solda oxigênio e acetileno: R$ 1.700,00 a R$ 2.000,00
• Maleta Chapeador: R$ 500,00 a R$ 600,00
• Máquina de Plasma: R$ 1.200,00 a R$ 1.600,00
• Máquina de solda MIG/MAG: R$ 2.700,00 a R$ 3.300,00
• Tocha para Mig: R$ 200,00 a R$ 300,00
• Regulador de Ar Argônio: R$ 130,00 a R$ 150,00
• Serra Sabre: R$ 950,00 a R$ 1.100,00
• Maçarico para Solda Plástica: R$ 180,00 a R$ R$ 210,00
• Elevador automotivo com capacidade para 2.600 Kg: R$ 4.400,00 a R$ 7.000,000
• Demais ferramentas: R$ 1.000,00 a 2.000,00

Estimativa geral: R$ 16.900,00 a R$ 23.200,00

Pintura:

• Cabine de pintura e secagem: R$ 45.000,00 a R$ 70.000,00
• Balança computadorizada: R$ 12.000,00 a R$ 18.000,00
• Painel de secagem rápida para automóveis: R$ 1.300,00 a R$ 1.500,00
• Pistola de Pintura Profissional HVLP: R$ 900,00 a R$ 1.500,00
• Pistola de Sucção HVLP 1 Litro com Caneca em Alumínio: R$ 200,00 a R$ 250,00
• Pistola para Pintura LVLP com Caneca Plástica Bico: R$ 200,00 a R$ 230,00
• Soprador Térmico: R$ 130,00 a R$ 150,00
• Lixadeira Circular Orbital para disco de 6´´: R$ 200,00 a R$ 230,00
• Dispensador de papel: R$ 270,00 a R$ 310,00
• Cavalete para preparação (pequeno): R$ 110,00 a R$ 130,00
• Suporte para pintura: R$ 160,00 a R$ 190,00
• Suporte para preparação: R$ 160,00 a R$ 190,00
• Suporte para pistola completo: R$ 120,00 a R$ 140,00
• Suporte para colocar e retirar portas de veículos: R$ 750,00 a R$ 860,00
• Compressor de ar: R$ 1.600,00 a R$ 2.000,00
• Demais ferramentas: R$ 1.000 a R$ 2.000,00

Estimativa geral: R$ 64.100 a R$ 97.680

Estação de trabalho para funcionários administrativos:

• Mesa: R$ 200,00 a R$ 500,00
• Cadeira ergonômica: R$ 200,00 a R$ 400,00
• Computador: R$ 1.000,00 a R$ 1.500,00
• Cadeira simples para clientes: R$ 80,00 a R$ 150,00
• Utensílios como grampeador, porta objetos, canetas, etc.: R$ 100,00 a R$ 200,00

Preço por estação: R$ 1.580,00 a R$ 2.850,00

Itens de uso comum:

• Armários: R$ 500,00 a R$ 1.500,00
• Impressora: R$ 200,00 a R$ 500,00
• Telefonia: R$ 300,00 a R$ 500,00
• Copa: R$ 500,00 a R$1.500,00

Estimativa geral: R$ 1.500,00 a R$ 4.000,000

Duas considerações acerca da estimativa total dos equipamentos demonstrados acima:

Equipamentos 1: Sem cabine de pintura e secagem / sem balança computadorizada: R$ 27.080,00 a R$ 39.730,00

Equipamentos 2: Com cabine de pintura e secagem / com balança computadorizada R$ 84.080,00 a R$ 127.730,00

Com cabine de pintura e secagem:
Nos modelos com ciclo de secagem, a cura total da tinta é alcançada em cerca de 30/40 minutos. Já o mesmo processo sem a cabine de pintura, pode levar até mais de 48 horas, dependendo das condições do tempo (umidade do ar, baixas temperaturas, chuvas e nebulosidade).Como a produtividade aumenta, os custos produtivos caem: menos tempo empregado em cada serviço, menos espaço para acomodação dos veículos, menos custos com mão-de-obra por serviço, etc.A cabine de pintura aumenta acentuadamente a qualidade devido a três fatores:

1. Ao duplo sistema de filtragem do ar que elimina ciscos tornando desnecessários os retoques e polimentos.
2. Ao sistema de secagem rápida que elimina o risco de acidentes que podem danificar a pintura como esbarrões, toques e assentamento de ciscos.
3. Ao sistema de iluminação que permite ao aplicador uma excelente visualização das cores e das peças onde a tinta será aplicada.

Com balança computadorizada:
Evita que o empresário gaste mais tinta do que o necessário, indicando a quantidade exata de cada pigmento que compõe a tinta. Desta forma, fica mais fácil acertar a tonalidade original do veículo.

Matéria Prima/Mercadoria

Como a atividade de funilaria e pintura é uma prestadora de serviços, não há venda de mercadorias, limitando o consumo de produtos apenas aos insumos necessários para a reparação de veículos.

Os principais insumos são:

• Tintas
• Vernizes
• Thinner
• Massa Plástica
• Lixa
• Papel Mascaramento

Os principais serviços prestados são:

• Funilaria: reparação de amassados e avarias na lataria do veículo.
• Pintura: aplicação de tinta e partes avariadas ou em todo o veículo.
• Polimento: aplicação de cera para realçar o brilho da pintura.

Organização do Processo Produtivo

Uma oficina de funilaria e pintura, na execução de seus serviços, se divide em:

Orçamentista/Relacionamento com cliente
Nas pequenas empresas, na maioria das vezes, essa atividade é exercida pelo próprio sócio. Essa capacidade de fazer o orçamento é o grande segredo de uma oficina de funilaria e pintura, pois se os preços forem muito elevados o cliente pode buscar o serviço na concorrência. E se forem muito baixos ocasionam prejuízo operacional na empresa.

Compra de material
O sucesso da empresa começa aqui: comprar os materiais certos e por um bom preço. O maior desafio está em evitar a acomodação, que é comprar sempre os mesmos produtos dos mesmos fornecedores. Um funcionário pode fazer as compras no dia a dia, mas os sócios devem checar com frequência e fazer esforços constantes de encontrar novos produtos e novos fornecedores. Além de estarem sempre atentos a novidades, que trazem diferencial para a empresa.

Desmontagem
Para realizar a reparação do veículo, na maioria das vezes, é necessário desmontar parte dele, retirar o motor e mexer na parte elétrica. O processo de desmontagem requer grandes cuidados, pois não é conveniente que os componentes fiquem expostos à sujeira e à tinta para que não sejam danificados.

Funilaria
A funilaria é uma técnica de consertar peças separadamente do veículo, ou seja, as peças que podem ser trabalhadas pelo funileiro são retiradas e, dessa forma, podem ser manuseadas e moldadas.

Pintura
O acabamento do trabalho é feito com o mínimo de massa plástica possível para evitar que fique evidente que a lataria passou por uma funilaria. Após essa etapa, o passo seguinte é a operação de lixamento, que ocupa em média 45% do tempo despendido na reparação de um veículo. Para finalizar, é feita a pintura. Nesse estágio é essencial que se observe a cor padrão de fábrica do carro.

Montagem
Após toda a restauração do carro, todos os componentes são novamente montados.

Cobranças e Pagamentos – Controle Financeiro
É preciso receber o valor acordado pelo serviço na entrega ou emitir uma fatura. Para a fatura, a cobrança bancária é o melhor sistema e pode ser toda feita via Internet. Na outra ponta, é preciso pagar fornecedores, funcionários e outros itens. Em geral tudo isso é feito pela mesma pessoa, que cuida assim de toda a parte financeira sob supervisão próxima dos sócios.

Administração geral
Existem ainda burocracias trabalhistas, contábeis e legais, que são realizadas em geral pela mesma pessoa do controle financeiro no caso de uma empresa de pequeno porte.

Desenvolvimento do negócio
Uma empresa que quer crescer precisa realizar ações fora da rotina, como:

• Buscar novos produtos;
• Buscar novos mercados;
• Abrir filiais;
• Aprimorar processos de gestão;

Isso é papel do empreendedor.

Automação

Não se aplica no processo produtivo de pequenas empresas de funilaria e pintura.

A automação recomendável nestes casos é no máximo uma software de gestão completo, o denominado ERP. Este tipo de software integra todos os processos mencionados. Exemplificando, quando o comprador faz uma compra e lança no sistema, o valor da fatura já vai para o módulo “Contas a Pagar”. Quando o vendedor faz uma venda, o lançamento do valor já vai para o módulo “Contas a Receber” ou para o “Caixa” se foi à vista. E em ambos os casos já é dada baixa no módulo “Estoque”.

A automação comercial é indicada, mas não é fundamental em pequenas empresas. O essencial é um bom controle financeiro informatizado que controle receitas e despesas e gere relatórios sobre custos, receitas e lucro. Os demais itens podem ser controlados com planilhas independentes.

Vários desses softwares de controle da gestão estão disponíveis gratuitamente na Internet e um deles pode ser o suficiente para sua empresa. Mas o ideal é ter um software adequado, que realmente facilite a gestão da sua empresa, mesmo que não seja gratuito.

Canais de Distribuição

Por se tratar de um prestador de serviços, uma pequena funilaria não tem canais de distribuições clássicos, atendendo diretamente o consumidor final em suas próprias instalações que são:

• Seguradoras;
• Revendedoras de veículos usados;
• Empresas privados e públicos com frotas de veículos;
• Pessoa Física.

Investimento

Por se tratar de uma prestadora de serviços, a atividade de funilaria e pintura automotiva não requer investimentos muito elevados no que concerne à matéria-prima, tendo em vista que necessita apenas de insumos para sua realização.

A estimativa de investimento em “Equipamentos” sem cabine de pintura e secagem e sem balança computadorizada foi entre R$ 27.080,00 a R$ 39.730,00.
A estimativa de investimento em “Equipamentos” com cabine de pintura e secagem e com balança computadorizada foi entre R$ 84.080,00 a R$ 127.730,00.

Aos investimentos realizados nos equipamentos, devem-se somar ainda os seguintes custos:

• Adaptação do imóvel: R$ 10.000,00 a R$ 20.000,00
• Instalação de equipamentos: R$ 3.000,00 a R$ 5.000,00
• Despesas pré-operacionais como abertura da empresa, projetos, consultoria, criação da marca, recrutamento de seleção de pessoal: R$ 5.000,00 a R$ 10.000,00
• Capital de giro: R$ 10.000,00 a R$ 15.000,00

O investimento total sem cabine de pintura e secagem e sem balança computadorizada fica entre R$ 55.080,00 e R$ 89.730,00.

O investimento total com cabine de pintura e secagem e com balança computadorizada fica entre R$ 112.080,00 e R$ 177.730,00.

Capital de Giro

Capital de giro é o montante de recursos financeiros que a empresa precisa manter para garantir fluidez dos ciclos de caixa. O capital de giro funciona com uma quantia imobilizada no caixa (inclusive banco) da empresa para suportar as oscilações de caixa. O capital de giro é regulado pelos prazos praticados pela empresa, são eles: prazos médios recebidos de fornecedores (PMF); prazos médios de estocagem (PME) e prazos médios concedidos a clientes (PMCC). Quanto maior o prazo concedido aos clientes e quanto maior o prazo de estocagem, maior será sua necessidade de capital de giro.

Portanto, manter estoques mínimos regulados e saber o limite de prazo a conceder ao cliente pode melhorar muito a necessidade de imobilização de dinheiro em caixa. Se o prazo médio recebido dos fornecedores de matéria-prima, mão-de-obra, aluguel, impostos e outros forem maiores que os prazos médios de estocagem somada ao prazo médio concedido ao cliente para pagamento dos produtos, a necessidade de capital de giro será positiva, ou seja, é necessária a manutenção de dinheiro disponível para suportar as oscilações de caixa. Neste caso um aumento de vendas implica também em um aumento de encaixe em capital de giro. Para tanto, o lucro apurado da empresa deve ser ao menos parcialmente reservado para complementar esta necessidade do caixa.
Se ocorrer o contrário, ou seja, os prazos recebidos dos fornecedores forem maiores que os prazos médios de estocagem e os prazos concedidos aos clientes para pagamento, a necessidade de capital de giro é negativa. Neste caso, deve-se atentar para quanto do dinheiro disponível em caixa é necessário para honrar compromissos de pagamentos futuros (fornecedores, impostos). Portanto, retiradas e imobilizações excessivas poderão fazer com que a empresa venha a ter problemas com seus pagamentos futuros.

Dicas de como entender, calcular e lidar com capital de giro em uma pequena oficina de funilaria:

Prazo de Pagamento para Clientes
Quem vende a prazo, fica com duplicatas em vez de dinheiro. Vender a prazo aumenta suas vendas, mas seu risco. Para isso reduzir o risco é importante sempre checar o cadastro do comprador e embutir juros no preço. Ou não dar o desconto de quem compra a vista, que é a mesma coisa. Assim, além de aumentar seu lucro, você pode em crises descontar as duplicatas e entregar para o banco apenas o juros que cobrou do cliente. Reserve em seu plano de negócios o valor correspondente a quanto terá de duplicatas de clientes em carteira quando atingir o faturamento pretendido.

Prejuízo Operacional
Se o prejuízo operacional é praticamente certo no início das atividades, ele também pode ocorrer em fases da vida da empresa. Para enfrentar o início da empresa e os períodos de baixas vendas é preciso ter uma reserva técnica aplicada no mercado financeiro apenas para este fim. Pegar dinheiro com juros em crises é um passo largo para piorar as coisas. Reserve em seu plano de negócios o valor correspondente às despesas com custo fixo de dois meses.

Eventuais Problemas
É a chamada reserva técnica para contingências. Um incêndio sem cobertura de seguro, uma ação trabalhista inesperada, uma exigência legal inesperada, pode exigir recursos extras. O ideal é ter uma reserva, mas se a empresa estiver dando lucro, buscar socorro nos bancos não será tão traumático. Reserve em seu plano de negócios o valor correspondente às despesas com custo fixo de um mês.

Custos

Os custos podem ser divididos em duas categorias: Custos Fixos e Custos Variáveis, a saber:

Custos Fixos
São os que não variam com a prestação do serviço:

• Aluguel
• Água
• Luz
• Telefone
• Funcionários (Administrativos)
• Taxas públicas
• Contador

São as despesas mais preocupantes e devem ser assumidas apenas quando necessárias. O valor mensal também vai varia com o tipo e porte do empreendimento. Faixa de R$ 7.500 a R$ 15.000.

Custos Variáveis

São os que variam com a demanda de serviços. Em relação ao faturamento, possuem os seguintes percentuais médios:

• Insumos – 5% – não incluem as eventuais peças utilizadas no serviço
• Funcionários da oficina – 35%
• Impostos – 10%
• Comissões e prêmios – 10%

A soma dos custos variáveis deve ficar na faixa de 60%, máximo de 65%, deixando uma Margem de Contribuição para pagar os custos fixos e gerar lucro entre 35% e 40%.

Diversificação/Agregação de Valor

Além do serviço principal, é possível, ainda, oferecer produtos e serviços diferenciados, a fim de aumentar o faturamento.

No caso de uma oficina de funilaria e pintura, há várias atividades que poderão ser agregadas à atividade principal, tais como:

• Cristalização da pintura: polimento selador e protetor para tintas automotivas.
• Higienização: eliminação dos odores desagradáveis e manchas no interior do veículo.
• Martelinho de ouro: técnica artesanal para a remoção de pequenos amassados, esbarrões de porta e outras avarias, sem alterar a pintura original do veículo.
• Micropintura: eliminação de riscos na pintura sem a necessidade de pintar a peça inteira.
• Personalização: pintura de retrovisores, frisos, maçanetas, pára-choques, aerofólios, saias e outras partes do veículo.
• Serviço de busca e entrega de clientes e veículos;
• Comissionamento de indicação para locadoras;
• Especialização em automóveis importados;

Cada um desses negócios deve, no entanto, ser estudado de forma independente. Ainda que, considerado o rateio de parte dos custos fixos com unidade de negócio de funilaria e pintura, cada unidade de negócio deve ter seu plano de negócios específico e ser lucrativa, independentemente das outras. É muito normal empresas com unidades de negócio lucrativas esconderem unidades de negócios que dão prejuízos. É melhor ter só as lucrativas. O que interessa não é faturamento, mas lucro.

Divulgação

Uma oficina de funilaria e pintura pode fundamentar a divulgação de seus serviços nos seguintes itens:

Ponto
A localização é importante para a captação de clientes pessoa física. Esse assunto foi explorado no capítulo “Localização”. Uma boa placa e banners promocionais na fachada são muito eficazes. Para esse público também é válido anunciar em jornais e catálogos locais.

Sites / Redes sociais
A internet é hoje é praticamente fundamental, pois faz o papel do catálogo telefônico, pois é muito consultada por qualquer empresa/pessoa em busca de prestação de serviços. Publicar em um site usando técnicas modernas facilita a localização de empresas em páginas como o Google ou Facebook. Isso é essencial.

Campanhas
Em relação às seguradoras, revendedoras de carros usados e frotistas, sugere-se:
• Visitas com entrega de prospecto e oferta de descontos e convênios;
• Telemarketing eventual;
• Envio eventual de e-mails promocionais.

Informações Fiscais e Tributárias

O segmento de FUNILARIA E PINTURA, assim entendido pela CNAE/IBGE (Classificação Nacional de Atividades Econômicas) 4520-0/02 como a atividade de exploração de serviços de lanternagem ou funilaria, e serviços de pintura de veículos automotores, poderá optar pelo SIMPLES Nacional – Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas ME (Microempresas) e EPP (Empresas de Pequeno Porte), instituído pela Lei Complementar nº 123/2006, desde que a receita bruta anual de sua atividade não ultrapasse a R$ 360.000,00 (trezentos e sessenta mil reais) para micro empresa R$ 3.600.000,00 (três milhões e seiscentos mil reais) para empresa de pequeno porte e respeitando os demais requisitos previstos na Lei.

Nesse regime, o empreendedor poderá recolher os seguintes tributos e contribuições, por meio de apenas um documento fiscal – o DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional), que é gerado no Portal do SIMPLES Nacional (http://www8.receita.f azenda.gov.br/SimplesNacional/):

• IRPJ (imposto de renda da pessoa jurídica);
• CSLL (contribuição social sobre o lucro);
• PIS (programa de integração social);
• COFINS (contribuição para o financiamento da seguridade social);
• ISSQN (imposto sobre serviços de qualquer natureza);
• INSS (contribuição para a Seguridade Social relativa a parte patronal).

Conforme a Lei Complementar nº 123/2006, as alíquotas do SIMPLES Nacional, para esse ramo de atividade, variam de 6% a 17,42%, dependendo da receita bruta auferida pelo negócio. No caso de início de atividade no próprio ano-calendário da opção pelo SIMPLES Nacional, para efeito de determinação da alíquota no primeiro mês de atividade, os valores de receita bruta acumulada devem ser proporcionais ao número de meses de atividade no período.

Se o Estado em que o empreendedor estiver exercendo a atividade conceder benefícios tributários para o ICMS (desde que a atividade seja tributada por esse imposto), a alíquota poderá ser reduzida conforme o caso. Na esfera Federal poderá ocorrer redução quando se tratar de PIS e/ou COFINS.

Se a receita bruta anual não ultrapassar a R$ 60.000,00 (sessenta mil reais), o empreendedor, desde que não possua e não seja sócio de outra empresa, poderá optar pelo regime denominado de MEI (Microempreendedor Individual) . Para se enquadrar no MEI o CNAE de sua atividade deve constar e ser tributado conforme a tabela da Resolução CGSN nº 94/2011 – Anexo XIII (http://www.receita.fazenda.gov.br/legislacao/resolucao/2011/CGSN/Resol94.htm ). Neste caso, os recolhimentos dos tributos e contribuições serão efetuados em valores fixos mensais conforme abaixo:

I) Sem empregado
• 5% do salário mínimo vigente – a título de contribuição previdenciária do empreendedor;
• R$ 5,00 a título de ISS – Imposto sobre serviço de qualquer natureza.

II) Com um empregado: (o MEI poderá ter um empregado, desde que o salário seja de um salário mínimo ou piso da categoria)

O empreendedor recolherá mensalmente, além dos valores acima, os seguintes percentuais:
• Retém do empregado 8% de INSS sobre a remuneração;
• Desembolsa 3% de INSS patronal sobre a remuneração do empregado.

Havendo receita excedente ao limite permitido superior a 20% o MEI terá seu empreendimento incluído no sistema SIMPLES NACIONAL.

Para este segmento, tanto ME, EPP ou MEI, a opção pelo SIMPLES Nacional sempre será muito vantajosa sob o aspecto tributário, bem como nas facilidades de abertura do estabelecimento e para cumprimento das obrigações acessórias.

Fundamentos Legais: Leis Complementares 123/2006 (com as alterações das Leis Complementares nºs 127/2007, 128/2008 e 139/2011) e Resolução CGSN – Comitê Gestor do Simples Nacional nº 94/2011.

Eventos

Os principais eventos do setor são:

Minas Parts
Feira da Industria de Autopeças e Reparação Automotiva
Minas Gerais – MG
Website: http://www.feiraminasparts.com.br/

Autonor
Recife – PE
Website: http://www.autonor.com.br/autonor2011/

Feitintas
Feira e Simpósio Internacional de tintas
Website: www.feitintas.com.br/

Automec
Feira Internacional de Autopeças, Equipamentos e Serviços
Website: http://www.automecfeira.com.br/Home/

Salão do Automóvel
São Paulo – SP
Website: http://www.salaodoautomovel.com.br

Entidades em Geral

A seguir, são indicadas as principais entidades de auxílio ao empreendedor:

Sindirepa
Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios do Estado de Minas Gerais
Rua Bernardo Guimarães, 63 – 5º Andar – Funcionários
CEP: 30140-080
Belo Horizonte/MG
Fone: (31) 3282-1417
Website: http://www.sindirepamg.com.br/funilaria_pintura.php

Sindifupi
Sindicato da Indústria de Funilaria e Pintura do Estado de São Paulo
Rua Nova Jerusalém, 1092
São Paulo/SP
Fone: (11) 3791-8096
Website: http://www.sindifupi.org.br/noticias.asp

Sindirepa PR
Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios do Estado do Paraná.
Av. Marechal Floriano Peixoto, 5750 – Hauer
Curitiba/PR
CEP: 81.630-000
Fone: (41) 3388-0000
Website: http://www.fiepr.org.br/sindicatos/sindirepa/

Anfape
Associação Nacional dos Fabricantes de Autopeças
Website: http://www.anfape.org.br

Anfavea
Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores
Av. Indianópolis, 496
CEP: 04062-900
São Paulo – SP
Fone: (11) 2193-7800
Fax: (11) 2193-7825
Website: http://www.anfavea.com.br

Normas Técnicas

Norma técnica é um documento, estabelecido por consenso e aprovado por um organismo reconhecido que fornece para um uso comum e repetitivo regras, diretrizes ou características para atividades ou seus resultados, visando a obtenção de um grau ótimo de ordenação em um dado contexto. (ABNT NBR ISO/IEC Guia 2).

Participam da elaboração de uma norma técnica a sociedade, em geral, representada por: fabricantes, consumidores e organismos neutros (governo, instituto de pesquisa, universidade e pessoa física).

Toda norma técnica é publicada exclusivamente pela ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas, por ser o foro único de normalização do País.
1. Normas específicas para uma Funilaria e Pintura
ABNT NBR 14284:1999 – Veículos rodoviários – Carroçaria – Reparação e pintura dos componentes

Esta Norma estabelece princípios gerais para execução de reparação, substituição parcial ou total dos elementos de carroçaria e pintura a partir das características do veículo rodoviário.
2. Normas aplicáveis na execução de uma Funilaria e Pintura:
Nota: Normas Técnicas que podem ser utilizadas na área administrativa e na área de execução da funilaria e pintura.

ABNT NBR 15842:2010 – Qualidade de serviço para pequeno comércio – Requisitos gerais.

Esta Norma estabelece os requisitos de qualidade para as atividades de venda e serviços adicionais nos estabelecimentos de pequeno comércio, que permitam satisfazer as expectativas do cliente.
ABNT NBR 12693:2010 – Sistemas de proteção por extintores de incêndio.

Esta Norma estabelece os requisitos exigíveis para projeto, seleção e instalação de extintores de incêndio portáteis e sobre rodas, em edificações e áreas de risco, para combate a princípio de incêndio.
ABNT NBR ISO/CIE 8995-1:2013 – Iluminação de ambientes de trabalho – Parte 1: Interior.

Esta Norma especifica os requisitos de iluminação para locais de trabalho internos e os requisitos para que as pessoas desempenhem tarefas visuais de maneira eficiente, com conforto e segurança durante todo o período de trabalho.
ABNT NBR IEC 60839-1-1:2010 – Sistemas de alarme – Parte 1: Requisitos gerais – Seção 1: Geral.

Esta Norma especifica os requisitos gerais para o projeto, instalação, comissionamento (controle após instalação), operação, ensaio de manutenção e registros de sistemas de alarme manual e automático empregados para a proteção de pessoas, de propriedade e do ambiente.

Nota: Normas Técnicas de equipamentos de proteção individual que podem ser utilizados no Serviço de Funilaria e Pintura

ABNT NBR 13698:2011 – Equipamento de proteção respiratória — Peça semifacial filtrante para partículas.

Esta Norma especifica os requisitos para as peças semifaciais filtrantes para as partículas utilizadas como equipamentos de proteção respiratória do tipo purificador de ar não motorizado.
ABNT NBR 13712:1996 – Luvas de proteção.

Esta Norma estabelece os princípios gerais para a padronização de luvas de proteção confeccionadas em couro ou tecido.
ABNT NBR ISO 20345:2008 – Equipamento de proteção individual – Calçado de segurança.

Esta Norma especifica os requisitos básicos e adicionais (opcionais) para os calçados de segurança.

Glossário

Folha-de-flandres: Folha de ferro estanhado, empregada no fabrico de numerosos utensílios domésticos.

Lanternagem: Oficina onde se faz trabalho nas chapas metálicas de automóveis.

Máquina de Plasma: Uma máquina de corte ideal para alumínio, aço inoxidável ou qualquer material condutor de eletricidade.

Massa plástica: Produto pastoso, com odor característico, que quando catalisado permite lixamento e acabamento.

Monobloco: é a carroceria dos modelos cuja estrutura é formada por um único bloco, onde os componentes da parte mecânica e da suspensão são montados.

Serra sabre: Serra com lâmina de corte reta montada em um de seus extremos do corpo com desenho de empunhadura tipo “D”. Sua lâmina se move para frente e para trás, similar a uma serra tico tico, que tem seu movimento de lâmina para cima e para baixo. Foi desenhada para aplicações de demolições.

Tocha para Mig: Um acessório da máquina de solda usada pelo operador para controlar o processo de soldagem.

Dicas de Negócio

Para aprofundar seus conhecimentos sobre o tema, sugerimos leituras especializadas sobre funilaria e pintura. Veja em Bibliografia Complementar as recomendações de leitura.

Também é fundamental visitar todos os sites sugeridos no tópico bibliografia, E também os sites dos concorrentes. Isso ajuda a entender o negócio como um todo.

Outra dica importante é visitar feiras e outros eventos do setor.

Por fim, utilize profissionais experientes para elaborar seu plano de negócios e elucidar toda parte legal do empreendimento.

Características

No caso específico da oficina de funilaria e pintura, algumas características comportamentais específicas podem ajudar muito:

• Ter aptidão e gosto para serviços manuais;
• Ser capaz de carregar peças e insumos nas operações de compra;
• Demonstrar habilidade manual e específica sobre funilaria e pintura;
• Ser organizado e possuir concentração;
• Ter uma boa acuidadepercepção visual;
• Gostar e ser um bom comerciante;
• Ter bons contatos;
• Ter bom relacionamento interpessoal.

Mas as características empreendedoras desejáveis vão muito além e se aplicam a qualquer negócio. Entre as mais importantes estão ter metas, planejar, persistir, buscar de informações e ter uma boa dose de autoconfiança.

Uma excelente opção prática é fazer o curso EMPRETEC, oferecido pelo SEBRAE. Ele ajuda as pessoas a desenvolverem seu perfil empreendedor.

O SEBRAE também disponibiliza cursos à distância com foco no empreendedorismo. Confira em:
http://www.ead.sebrae.com.br/quero-empreender/

Bibliografia

Sites de empresas do setor com conteúdo técnico:
http://www.frankauto.com.br/atendimento.htm
http://www.compatiq.com.br/cabines_automotivas.html
http://www.lojadomecanico.com.br/monte_sua_oficina/mostra_kit.asp?id=1
http://www.romanatto.com.br/funilaria/servicos.php

Sites de Sindicatos e Associações
http://www.sindirepamg.com.br/funilaria_pintura.php
http://www.sindifupi.org.br/noticias.asp
http://www.fiepr.org.br/sindicatos/sindirepa/

Publicações disponíveis na internet
http://www.cabinesdepintura.com/cabine-de-pintura/
http://www.novonegocio.com.br/ideias-de-negocios/como-montar-uma-funilaria-e-pin tura/
http://arquivo.oficinabrasil.com.br/noticias/?COD=189
http://www.denatran.gov.br/frota.htm

Estatísticas do DENATRAN


http://www.dnit.gov.br/rodovias/operacoes-rodoviarias/estatisticas-de-acidentes

Fonte: www.sebrae.com.br

Calegari Contabilidade

Contabilidade em Saltinho

Como montar um serviço de funilaria e pintura em Saltinho


Apresentação

Aviso: Antes de conhecer este negócio, vale ressaltar que os tópicos a seguir não fazem parte de um Plano de Negócio e sim do perfil do ambiente no qual o empreendedor irá vislumbrar uma oportunidade de negócio em Saltinhocomo a descrita a seguir. O objetivo de todos os tópicos a seguir é desmistificar e dar uma visão geral de como um negócio se posiciona no mercado. Quais as variáveis que mais afetam este tipo de negócio? Como se comportam essas variáveis de mercado? Como levantar as informações necessárias para se tomar a iniciativa de empreender?

Funilaria é a atividade de moldar chapas metálicas. Esse tipo de trabalho também é conhecido no Brasil como latoaria ou lanternagem. Em séculos anteriores, as moldagens de chapas mais comuns eram as de peças para alambiques, incluindo uma peça chamada funil, e de lanternas de iluminação. Daí surgiram os termos funilaria e lanternagem.

Com o advento do automóvel, e a necessidade de reparar sua lataria, funileiros ou lanterneiros ganharam um novo e enorme mercado. E esses termos acabaram se associando ao reparo da lataria de automóveis.

Assim, Funilaria e Pintura é a atividade de reparar a lataria do automóvel, o que inclui pintá-la.

A pintura é uma atividade associada, mas que utiliza técnicas bem distintas da funilaria. Ela envolve uma boa preparação e cuidados como evitar que ciscos e poeiras presentes no ambiente assentem sobre as peças, que resíduos de tinta pulverizada se espalhem no ar e que mínimas variações da tonalidade ocorram.

A demanda por esses serviços é diretamente proporcional à frota de automóveis. No Brasil a procura por esses serviços só tem aumentado, assim como sua frota de automóveis.

Uma evolução do mercado foi o surgimento das parcerias das funilarias com as seguradoras de automóveis, que hoje representam expressiva parte do mercado. Elas contratam e pagam as funilarias diretamente. Ao levarem um maior volume de serviços para uma funilaria, negociam preços mais baixos. Isso pode ser bom para as duas partes, mas exige atenção da funilaria para não ficar dependente de uma ou outra seguradora. Cientes dessa dependência, as seguradoras podem pressionar por preços excessivamente baixos que inviabilizam a funilaria.

Por fim, valer ressaltar que o brasileiro tem um nível de exigência maduro em relação aos serviços automobilísticos. Com isso, exige serviços de qualidade no trato de uma das suas maiores paixões, seu automóvel.

Mercado

O mercado de funilaria e pintura está passando ao longo das últimas décadas por um avanço bastaste considerável, haja vista que o número de automóveis dentro do país chegou a níveis históricos. As baixas taxas de juros, a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados e a boa fase da economia do país serviram de grandes incentivos para que o brasileiro adquirisse mais carros do que nunca. Segundo dados do DENATRAN, o tamanho da frota do Brasil até março de 2013 é de 77.359.350 veículos, distribuídos da seguinte maneira:

Norte 3.653.786
Nordeste 12.201.073
Sudeste 38.800.954
Sul 15.627.762
Centro-oeste 7.064.772
Total 77.359.350

Fonte: Ministério das Cidades, Departamento Nacional de Trânsito – DENATRAN, Sistema Nacional de Registro de Veículos/RENAVAM, RENAEST – Registro Nacional de estatísticas e acidentes de trânsito

A frota no Brasil aumentou 115% nos últimos dez anos, pois em março de 2003 a frota era de apenas 36.090.450. Com esse grande número de automóveis em circulação, a quantidade de esbarrões, batidas e acidentes é elevada. Consequentemente, a demanda de serviços de funilaria e pintura também aumenta.

O Brasil registra anualmente 1,5 milhões de acidentes, que envolve aproximadamente 7,5 milhões de pessoas no período de um ano. De acordo com dados fornecidos pelo RENAEST – Registro Nacional de Estatísticas e Acidentes de Trânsito, são 4.100 acidentes por dia, 170 acidentes por hora e 3 acidentes por minuto.

Considerando o contratante direto, o público principal da funilaria e pintura é:
• Seguradoras;
• Revendedoras de veículos usados;
• Empresas privadas e públicas com frotas de veículos;
• Pessoa Física.

Com todo o exposto, pode-se perceber que a atividade de funilaria e pintura tem sempre uma boa demanda. Porém, é aconselhável a realização de uma pesquisa de mercado na sua localidade, para que seja avaliado o tamanho da procura por esse serviço e quem são os concorrentes, como eles trabalham e que preços praticam. Conhecer a concorrência local é fundamental.

Localização

Para acertar na localização de uma funilaria e pintura é necessário atentar para a clientela.

Em relação às seguradoras, revendoras e frotistas, uma localização muito específica não é exigida, haja vista que os clientes são direcionados para aquela oficina credenciada, independentemente do local em que ela está localizada. Um região mais central pode ser o ideal, pois fica de fácil acesso a todos.

Quanto ao cliente pessoa física, é exigida uma localização mais específica, ou seja, é recomendável que a empresa se localize próximo às zonas residenciais ou comerciais com grande fluxo de automóveis, atentando para a comodidade do cliente. E nesses casos, o ideal é um local onde não existam concorrentes ou poucos concorrentes.

Por fim, é preciso verificar se o local permite a instalação de uma funilaria. Além ser um empresa, ela é potencialmente poluidora sonora. Atenção às leis locais e aos vizinhos.

Alguns detalhes devem ser observados na escolha do imóvel:

• O imóvel atende às necessidades operacionais referentes à localização, capacidade de instalação do negócio, possibilidade de expansão, características da vizinhança e disponibilidade dos serviços de água, luz, esgoto, telefone e internet?
• O ponto é de fácil acesso, possui estacionamento para veículos, local para carga e descarga de mercadorias e conta com serviços de transporte coletivo nas redondezas?
• O local está sujeito a inundações ou próximo a zonas de risco?
• O imóvel está legalizado e regularizado junto aos órgãos públicos municipais?
• A planta do imóvel está aprovada pela Prefeitura?
• Houve alguma obra posterior, aumentando, modificando ou diminuindo a área primitiva?
• As atividades a serem desenvolvidas no local respeitam a Lei de Zoneamento ou o Plano Diretor do Município?
• Os pagamentos do IPTU referente ao imóvel encontram-se em dia?
• A legislação local permite o licenciamento das placas de sinalização?

Exigências Legais e Específicas

Trata-se de uma atividade que envolve uma série de materiais e insumos que podem poluir o ar, a água e o solo, tais como: tintas, solventes, massas plásticas, dentre outros. Portanto, um aspecto importante está no licenciamento ambiental. Como varia muito entre estados e entre municípios o modelo de licenciamento e operação de oficinas de funilarias e pinturas junto aos órgãos ambientais, é preciso consultar um especialista, alguém conhecedor das leis e procedimentos práticos locais. Detalhes podem inviabilizar o projeto em sua concepção original.

Por fim, é preciso tomar alguns cuidados com a procedência das peças compradas e verificar se não são oriundas de desmanches de automóveis roubados.

Como são muitos aspectos a serem considerados e uma legislação complexa, é fundamental a assessoria de pessoal experiente em licenciamento desse tipo de atividade. O primeiro passo nesse sentido pode ser uma visita aos órgãos de licenciamento da prefeitura, que darão as primeiras instruções, incluindo como achar profissionais para assessorarem todo o processo.

Outro profissional importante é o contador, que fará a parte formal dos registros. Alguns contadores fazem o assessoramento de licenciamento ambiental. Falar com ele antes de tudo também pode ser o primeiro passo.

Se os obstáculos mencionados anteriormente se mostrarem superáveis, é preciso iniciar o processo com as obrigações de registro comuns a todas as empresas, quais sejam:

a) Registro da empresa nos seguintes órgãos
• Junta Comercial;
• Secretaria da Receita Federal (CNPJ);
• Secretaria Estadual de Fazenda;
• Prefeitura do Município para obter o alvará de funcionamento;
• Enquadramento na Entidade Sindical Patronal;
• Cadastramento na Caixa Econômica Federal no sistema Conectividade Social – INSS / FGTS;
• Corpo de Bombeiros Militar.

b) Entrada com o processo de licenciamento ambiental e sanitário nos órgãos competentes

Recomenda-se que todos esses registros sejam executados com o suporte de um contador.

Estrutura

A estrutura de uma Funilaria e Pintura é composta basicamente por:

Estacionamento para veículo
É o local onde os veículos aguardam a realização do procedimento e, depois de finalizados, esperam a retirada pelo cliente. No caso de danos menores, é também o local onde são retiradas as peças do automóvel e onde ele aguarda a recolocação.

Setor de funilaria
É o local onde é feito o reparo da lataria. No caso de batidas mais sérias, é onde fica todo o automóvel. Nestes casos, são utilizados equipamentos como mesa alinhadora de monobloco, máquinas de solda, elevador automotivo, dentre outros.

Setor de Pintura
É o local para onde os veículos vão após o serviço de funilaria. A área da pintura vai depender da estrutura da empresa, pois se a mesma possuir uma cabine de pintura e secagem, o espaço para acomodação dos veículos poderá ser menor, haja vista que o tempo de secagem é de apenas 40 minutos, além de proteger o automóvel contra eventuais ciscos ou poeiras que podem assentar sobre a peça. Já nas empresas que não possuem a cabine, o espaço para a pintura terá que ser maior, pois como o processo de pintura espalha partículas de tintas em todo o ambiente, os carros terão que ficar mais espaçados, além do processo de secagem demorar cerca de 48 horas, dependendo de condições climáticas.

Administração
Em relação ao serviço de funilaria e pintura, basta uma pequena área administrativa e um espaço confortável para o atendimento aos clientes. Deve haver banheiros para clientes e funcionários.

Almoxarifado/ Estoque
Requer uma pequena área para o armazenamento dos insumos e das ferramentas de trabalho.

Pessoal

O dimensionamento de pessoal a seguir considera uma funilaria e pintura com as seguintes características:

• Faturamento mensal entre R$ 30 mil e R$ 60 mil;
• Execução entre 40 e 80 veículos por mês;
• Preço médio dos serviços de R$ 750,00;
• Sem cabine de pintura e secagem;

Elas empregam entre 05 e 09 funcionários, além dos sócios, assim distribuídos:

• 01 a 02 – Administração e comercial / orçamento
• 01 a 02 – Mecânica/Elétrica
• 01 a 02 – Funilaria
• 01 a 02 – Pintura
• 01 a 02 – Auxiliar de Produção

Equipamentos

A relação a seguir é de caráter genérico e considera equipamentos novos.

Funilaria:

• 01 – Macaco tipo jacaré 2 toneladas: R$ 400,00 a R$ 700,00
• 01 – Máquina de Solda 250 A: R$ 330,00 a R$ 500,00
• 01 – Alinhador de monobloco modelo universal: R$ 2.500,00 a R$ 3.000,00
• 01 – Armário para ferramentas com 2 prateleiras: R$ 270,00 a R$ 370,00
• Esticador hidráulico de 6ton: R$ 350,00 a R$ 450,00
• Conjunto de solda oxigênio e acetileno: R$ 1.700,00 a R$ 2.000,00
• Maleta Chapeador: R$ 500,00 a R$ 600,00
• Máquina de Plasma: R$ 1.200,00 a R$ 1.600,00
• Máquina de solda MIG/MAG: R$ 2.700,00 a R$ 3.300,00
• Tocha para Mig: R$ 200,00 a R$ 300,00
• Regulador de Ar Argônio: R$ 130,00 a R$ 150,00
• Serra Sabre: R$ 950,00 a R$ 1.100,00
• Maçarico para Solda Plástica: R$ 180,00 a R$ R$ 210,00
• Elevador automotivo com capacidade para 2.600 Kg: R$ 4.400,00 a R$ 7.000,000
• Demais ferramentas: R$ 1.000,00 a 2.000,00

Estimativa geral: R$ 16.900,00 a R$ 23.200,00

Pintura:

• Cabine de pintura e secagem: R$ 45.000,00 a R$ 70.000,00
• Balança computadorizada: R$ 12.000,00 a R$ 18.000,00
• Painel de secagem rápida para automóveis: R$ 1.300,00 a R$ 1.500,00
• Pistola de Pintura Profissional HVLP: R$ 900,00 a R$ 1.500,00
• Pistola de Sucção HVLP 1 Litro com Caneca em Alumínio: R$ 200,00 a R$ 250,00
• Pistola para Pintura LVLP com Caneca Plástica Bico: R$ 200,00 a R$ 230,00
• Soprador Térmico: R$ 130,00 a R$ 150,00
• Lixadeira Circular Orbital para disco de 6´´: R$ 200,00 a R$ 230,00
• Dispensador de papel: R$ 270,00 a R$ 310,00
• Cavalete para preparação (pequeno): R$ 110,00 a R$ 130,00
• Suporte para pintura: R$ 160,00 a R$ 190,00
• Suporte para preparação: R$ 160,00 a R$ 190,00
• Suporte para pistola completo: R$ 120,00 a R$ 140,00
• Suporte para colocar e retirar portas de veículos: R$ 750,00 a R$ 860,00
• Compressor de ar: R$ 1.600,00 a R$ 2.000,00
• Demais ferramentas: R$ 1.000 a R$ 2.000,00

Estimativa geral: R$ 64.100 a R$ 97.680

Estação de trabalho para funcionários administrativos:

• Mesa: R$ 200,00 a R$ 500,00
• Cadeira ergonômica: R$ 200,00 a R$ 400,00
• Computador: R$ 1.000,00 a R$ 1.500,00
• Cadeira simples para clientes: R$ 80,00 a R$ 150,00
• Utensílios como grampeador, porta objetos, canetas, etc.: R$ 100,00 a R$ 200,00

Preço por estação: R$ 1.580,00 a R$ 2.850,00

Itens de uso comum:

• Armários: R$ 500,00 a R$ 1.500,00
• Impressora: R$ 200,00 a R$ 500,00
• Telefonia: R$ 300,00 a R$ 500,00
• Copa: R$ 500,00 a R$1.500,00

Estimativa geral: R$ 1.500,00 a R$ 4.000,000

Duas considerações acerca da estimativa total dos equipamentos demonstrados acima:

Equipamentos 1: Sem cabine de pintura e secagem / sem balança computadorizada: R$ 27.080,00 a R$ 39.730,00

Equipamentos 2: Com cabine de pintura e secagem / com balança computadorizada R$ 84.080,00 a R$ 127.730,00

Com cabine de pintura e secagem:
Nos modelos com ciclo de secagem, a cura total da tinta é alcançada em cerca de 30/40 minutos. Já o mesmo processo sem a cabine de pintura, pode levar até mais de 48 horas, dependendo das condições do tempo (umidade do ar, baixas temperaturas, chuvas e nebulosidade).Como a produtividade aumenta, os custos produtivos caem: menos tempo empregado em cada serviço, menos espaço para acomodação dos veículos, menos custos com mão-de-obra por serviço, etc.A cabine de pintura aumenta acentuadamente a qualidade devido a três fatores:

1. Ao duplo sistema de filtragem do ar que elimina ciscos tornando desnecessários os retoques e polimentos.
2. Ao sistema de secagem rápida que elimina o risco de acidentes que podem danificar a pintura como esbarrões, toques e assentamento de ciscos.
3. Ao sistema de iluminação que permite ao aplicador uma excelente visualização das cores e das peças onde a tinta será aplicada.

Com balança computadorizada:
Evita que o empresário gaste mais tinta do que o necessário, indicando a quantidade exata de cada pigmento que compõe a tinta. Desta forma, fica mais fácil acertar a tonalidade original do veículo.

Matéria Prima/Mercadoria

Como a atividade de funilaria e pintura é uma prestadora de serviços, não há venda de mercadorias, limitando o consumo de produtos apenas aos insumos necessários para a reparação de veículos.

Os principais insumos são:

• Tintas
• Vernizes
• Thinner
• Massa Plástica
• Lixa
• Papel Mascaramento

Os principais serviços prestados são:

• Funilaria: reparação de amassados e avarias na lataria do veículo.
• Pintura: aplicação de tinta e partes avariadas ou em todo o veículo.
• Polimento: aplicação de cera para realçar o brilho da pintura.

Organização do Processo Produtivo

Uma oficina de funilaria e pintura, na execução de seus serviços, se divide em:

Orçamentista/Relacionamento com cliente
Nas pequenas empresas, na maioria das vezes, essa atividade é exercida pelo próprio sócio. Essa capacidade de fazer o orçamento é o grande segredo de uma oficina de funilaria e pintura, pois se os preços forem muito elevados o cliente pode buscar o serviço na concorrência. E se forem muito baixos ocasionam prejuízo operacional na empresa.

Compra de material
O sucesso da empresa começa aqui: comprar os materiais certos e por um bom preço. O maior desafio está em evitar a acomodação, que é comprar sempre os mesmos produtos dos mesmos fornecedores. Um funcionário pode fazer as compras no dia a dia, mas os sócios devem checar com frequência e fazer esforços constantes de encontrar novos produtos e novos fornecedores. Além de estarem sempre atentos a novidades, que trazem diferencial para a empresa.

Desmontagem
Para realizar a reparação do veículo, na maioria das vezes, é necessário desmontar parte dele, retirar o motor e mexer na parte elétrica. O processo de desmontagem requer grandes cuidados, pois não é conveniente que os componentes fiquem expostos à sujeira e à tinta para que não sejam danificados.

Funilaria
A funilaria é uma técnica de consertar peças separadamente do veículo, ou seja, as peças que podem ser trabalhadas pelo funileiro são retiradas e, dessa forma, podem ser manuseadas e moldadas.

Pintura
O acabamento do trabalho é feito com o mínimo de massa plástica possível para evitar que fique evidente que a lataria passou por uma funilaria. Após essa etapa, o passo seguinte é a operação de lixamento, que ocupa em média 45% do tempo despendido na reparação de um veículo. Para finalizar, é feita a pintura. Nesse estágio é essencial que se observe a cor padrão de fábrica do carro.

Montagem
Após toda a restauração do carro, todos os componentes são novamente montados.

Cobranças e Pagamentos – Controle Financeiro
É preciso receber o valor acordado pelo serviço na entrega ou emitir uma fatura. Para a fatura, a cobrança bancária é o melhor sistema e pode ser toda feita via Internet. Na outra ponta, é preciso pagar fornecedores, funcionários e outros itens. Em geral tudo isso é feito pela mesma pessoa, que cuida assim de toda a parte financeira sob supervisão próxima dos sócios.

Administração geral
Existem ainda burocracias trabalhistas, contábeis e legais, que são realizadas em geral pela mesma pessoa do controle financeiro no caso de uma empresa de pequeno porte.

Desenvolvimento do negócio
Uma empresa que quer crescer precisa realizar ações fora da rotina, como:

• Buscar novos produtos;
• Buscar novos mercados;
• Abrir filiais;
• Aprimorar processos de gestão;

Isso é papel do empreendedor.

Automação

Não se aplica no processo produtivo de pequenas empresas de funilaria e pintura.

A automação recomendável nestes casos é no máximo uma software de gestão completo, o denominado ERP. Este tipo de software integra todos os processos mencionados. Exemplificando, quando o comprador faz uma compra e lança no sistema, o valor da fatura já vai para o módulo “Contas a Pagar”. Quando o vendedor faz uma venda, o lançamento do valor já vai para o módulo “Contas a Receber” ou para o “Caixa” se foi à vista. E em ambos os casos já é dada baixa no módulo “Estoque”.

A automação comercial é indicada, mas não é fundamental em pequenas empresas. O essencial é um bom controle financeiro informatizado que controle receitas e despesas e gere relatórios sobre custos, receitas e lucro. Os demais itens podem ser controlados com planilhas independentes.

Vários desses softwares de controle da gestão estão disponíveis gratuitamente na Internet e um deles pode ser o suficiente para sua empresa. Mas o ideal é ter um software adequado, que realmente facilite a gestão da sua empresa, mesmo que não seja gratuito.

Canais de Distribuição

Por se tratar de um prestador de serviços, uma pequena funilaria não tem canais de distribuições clássicos, atendendo diretamente o consumidor final em suas próprias instalações que são:

• Seguradoras;
• Revendedoras de veículos usados;
• Empresas privados e públicos com frotas de veículos;
• Pessoa Física.

Investimento

Por se tratar de uma prestadora de serviços, a atividade de funilaria e pintura automotiva não requer investimentos muito elevados no que concerne à matéria-prima, tendo em vista que necessita apenas de insumos para sua realização.

A estimativa de investimento em “Equipamentos” sem cabine de pintura e secagem e sem balança computadorizada foi entre R$ 27.080,00 a R$ 39.730,00.
A estimativa de investimento em “Equipamentos” com cabine de pintura e secagem e com balança computadorizada foi entre R$ 84.080,00 a R$ 127.730,00.

Aos investimentos realizados nos equipamentos, devem-se somar ainda os seguintes custos:

• Adaptação do imóvel: R$ 10.000,00 a R$ 20.000,00
• Instalação de equipamentos: R$ 3.000,00 a R$ 5.000,00
• Despesas pré-operacionais como abertura da empresa, projetos, consultoria, criação da marca, recrutamento de seleção de pessoal: R$ 5.000,00 a R$ 10.000,00
• Capital de giro: R$ 10.000,00 a R$ 15.000,00

O investimento total sem cabine de pintura e secagem e sem balança computadorizada fica entre R$ 55.080,00 e R$ 89.730,00.

O investimento total com cabine de pintura e secagem e com balança computadorizada fica entre R$ 112.080,00 e R$ 177.730,00.

Capital de Giro

Capital de giro é o montante de recursos financeiros que a empresa precisa manter para garantir fluidez dos ciclos de caixa. O capital de giro funciona com uma quantia imobilizada no caixa (inclusive banco) da empresa para suportar as oscilações de caixa. O capital de giro é regulado pelos prazos praticados pela empresa, são eles: prazos médios recebidos de fornecedores (PMF); prazos médios de estocagem (PME) e prazos médios concedidos a clientes (PMCC). Quanto maior o prazo concedido aos clientes e quanto maior o prazo de estocagem, maior será sua necessidade de capital de giro.

Portanto, manter estoques mínimos regulados e saber o limite de prazo a conceder ao cliente pode melhorar muito a necessidade de imobilização de dinheiro em caixa. Se o prazo médio recebido dos fornecedores de matéria-prima, mão-de-obra, aluguel, impostos e outros forem maiores que os prazos médios de estocagem somada ao prazo médio concedido ao cliente para pagamento dos produtos, a necessidade de capital de giro será positiva, ou seja, é necessária a manutenção de dinheiro disponível para suportar as oscilações de caixa. Neste caso um aumento de vendas implica também em um aumento de encaixe em capital de giro. Para tanto, o lucro apurado da empresa deve ser ao menos parcialmente reservado para complementar esta necessidade do caixa.
Se ocorrer o contrário, ou seja, os prazos recebidos dos fornecedores forem maiores que os prazos médios de estocagem e os prazos concedidos aos clientes para pagamento, a necessidade de capital de giro é negativa. Neste caso, deve-se atentar para quanto do dinheiro disponível em caixa é necessário para honrar compromissos de pagamentos futuros (fornecedores, impostos). Portanto, retiradas e imobilizações excessivas poderão fazer com que a empresa venha a ter problemas com seus pagamentos futuros.

Dicas de como entender, calcular e lidar com capital de giro em uma pequena oficina de funilaria:

Prazo de Pagamento para Clientes
Quem vende a prazo, fica com duplicatas em vez de dinheiro. Vender a prazo aumenta suas vendas, mas seu risco. Para isso reduzir o risco é importante sempre checar o cadastro do comprador e embutir juros no preço. Ou não dar o desconto de quem compra a vista, que é a mesma coisa. Assim, além de aumentar seu lucro, você pode em crises descontar as duplicatas e entregar para o banco apenas o juros que cobrou do cliente. Reserve em seu plano de negócios o valor correspondente a quanto terá de duplicatas de clientes em carteira quando atingir o faturamento pretendido.

Prejuízo Operacional
Se o prejuízo operacional é praticamente certo no início das atividades, ele também pode ocorrer em fases da vida da empresa. Para enfrentar o início da empresa e os períodos de baixas vendas é preciso ter uma reserva técnica aplicada no mercado financeiro apenas para este fim. Pegar dinheiro com juros em crises é um passo largo para piorar as coisas. Reserve em seu plano de negócios o valor correspondente às despesas com custo fixo de dois meses.

Eventuais Problemas
É a chamada reserva técnica para contingências. Um incêndio sem cobertura de seguro, uma ação trabalhista inesperada, uma exigência legal inesperada, pode exigir recursos extras. O ideal é ter uma reserva, mas se a empresa estiver dando lucro, buscar socorro nos bancos não será tão traumático. Reserve em seu plano de negócios o valor correspondente às despesas com custo fixo de um mês.

Custos

Os custos podem ser divididos em duas categorias: Custos Fixos e Custos Variáveis, a saber:

Custos Fixos
São os que não variam com a prestação do serviço:

• Aluguel
• Água
• Luz
• Telefone
• Funcionários (Administrativos)
• Taxas públicas
• Contador

São as despesas mais preocupantes e devem ser assumidas apenas quando necessárias. O valor mensal também vai varia com o tipo e porte do empreendimento. Faixa de R$ 7.500 a R$ 15.000.

Custos Variáveis

São os que variam com a demanda de serviços. Em relação ao faturamento, possuem os seguintes percentuais médios:

• Insumos – 5% – não incluem as eventuais peças utilizadas no serviço
• Funcionários da oficina – 35%
• Impostos – 10%
• Comissões e prêmios – 10%

A soma dos custos variáveis deve ficar na faixa de 60%, máximo de 65%, deixando uma Margem de Contribuição para pagar os custos fixos e gerar lucro entre 35% e 40%.

Diversificação/Agregação de Valor

Além do serviço principal, é possível, ainda, oferecer produtos e serviços diferenciados, a fim de aumentar o faturamento.

No caso de uma oficina de funilaria e pintura, há várias atividades que poderão ser agregadas à atividade principal, tais como:

• Cristalização da pintura: polimento selador e protetor para tintas automotivas.
• Higienização: eliminação dos odores desagradáveis e manchas no interior do veículo.
• Martelinho de ouro: técnica artesanal para a remoção de pequenos amassados, esbarrões de porta e outras avarias, sem alterar a pintura original do veículo.
• Micropintura: eliminação de riscos na pintura sem a necessidade de pintar a peça inteira.
• Personalização: pintura de retrovisores, frisos, maçanetas, pára-choques, aerofólios, saias e outras partes do veículo.
• Serviço de busca e entrega de clientes e veículos;
• Comissionamento de indicação para locadoras;
• Especialização em automóveis importados;

Cada um desses negócios deve, no entanto, ser estudado de forma independente. Ainda que, considerado o rateio de parte dos custos fixos com unidade de negócio de funilaria e pintura, cada unidade de negócio deve ter seu plano de negócios específico e ser lucrativa, independentemente das outras. É muito normal empresas com unidades de negócio lucrativas esconderem unidades de negócios que dão prejuízos. É melhor ter só as lucrativas. O que interessa não é faturamento, mas lucro.

Divulgação

Uma oficina de funilaria e pintura pode fundamentar a divulgação de seus serviços nos seguintes itens:

Ponto
A localização é importante para a captação de clientes pessoa física. Esse assunto foi explorado no capítulo “Localização”. Uma boa placa e banners promocionais na fachada são muito eficazes. Para esse público também é válido anunciar em jornais e catálogos locais.

Sites / Redes sociais
A internet é hoje é praticamente fundamental, pois faz o papel do catálogo telefônico, pois é muito consultada por qualquer empresa/pessoa em busca de prestação de serviços. Publicar em um site usando técnicas modernas facilita a localização de empresas em páginas como o Google ou Facebook. Isso é essencial.

Campanhas
Em relação às seguradoras, revendedoras de carros usados e frotistas, sugere-se:
• Visitas com entrega de prospecto e oferta de descontos e convênios;
• Telemarketing eventual;
• Envio eventual de e-mails promocionais.

Informações Fiscais e Tributárias

O segmento de FUNILARIA E PINTURA, assim entendido pela CNAE/IBGE (Classificação Nacional de Atividades Econômicas) 4520-0/02 como a atividade de exploração de serviços de lanternagem ou funilaria, e serviços de pintura de veículos automotores, poderá optar pelo SIMPLES Nacional – Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas ME (Microempresas) e EPP (Empresas de Pequeno Porte), instituído pela Lei Complementar nº 123/2006, desde que a receita bruta anual de sua atividade não ultrapasse a R$ 360.000,00 (trezentos e sessenta mil reais) para micro empresa R$ 3.600.000,00 (três milhões e seiscentos mil reais) para empresa de pequeno porte e respeitando os demais requisitos previstos na Lei.

Nesse regime, o empreendedor poderá recolher os seguintes tributos e contribuições, por meio de apenas um documento fiscal – o DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional), que é gerado no Portal do SIMPLES Nacional (http://www8.receita.f azenda.gov.br/SimplesNacional/):

• IRPJ (imposto de renda da pessoa jurídica);
• CSLL (contribuição social sobre o lucro);
• PIS (programa de integração social);
• COFINS (contribuição para o financiamento da seguridade social);
• ISSQN (imposto sobre serviços de qualquer natureza);
• INSS (contribuição para a Seguridade Social relativa a parte patronal).

Conforme a Lei Complementar nº 123/2006, as alíquotas do SIMPLES Nacional, para esse ramo de atividade, variam de 6% a 17,42%, dependendo da receita bruta auferida pelo negócio. No caso de início de atividade no próprio ano-calendário da opção pelo SIMPLES Nacional, para efeito de determinação da alíquota no primeiro mês de atividade, os valores de receita bruta acumulada devem ser proporcionais ao número de meses de atividade no período.

Se o Estado em que o empreendedor estiver exercendo a atividade conceder benefícios tributários para o ICMS (desde que a atividade seja tributada por esse imposto), a alíquota poderá ser reduzida conforme o caso. Na esfera Federal poderá ocorrer redução quando se tratar de PIS e/ou COFINS.

Se a receita bruta anual não ultrapassar a R$ 60.000,00 (sessenta mil reais), o empreendedor, desde que não possua e não seja sócio de outra empresa, poderá optar pelo regime denominado de MEI (Microempreendedor Individual) . Para se enquadrar no MEI o CNAE de sua atividade deve constar e ser tributado conforme a tabela da Resolução CGSN nº 94/2011 – Anexo XIII (http://www.receita.fazenda.gov.br/legislacao/resolucao/2011/CGSN/Resol94.htm ). Neste caso, os recolhimentos dos tributos e contribuições serão efetuados em valores fixos mensais conforme abaixo:

I) Sem empregado
• 5% do salário mínimo vigente – a título de contribuição previdenciária do empreendedor;
• R$ 5,00 a título de ISS – Imposto sobre serviço de qualquer natureza.

II) Com um empregado: (o MEI poderá ter um empregado, desde que o salário seja de um salário mínimo ou piso da categoria)

O empreendedor recolherá mensalmente, além dos valores acima, os seguintes percentuais:
• Retém do empregado 8% de INSS sobre a remuneração;
• Desembolsa 3% de INSS patronal sobre a remuneração do empregado.

Havendo receita excedente ao limite permitido superior a 20% o MEI terá seu empreendimento incluído no sistema SIMPLES NACIONAL.

Para este segmento, tanto ME, EPP ou MEI, a opção pelo SIMPLES Nacional sempre será muito vantajosa sob o aspecto tributário, bem como nas facilidades de abertura do estabelecimento e para cumprimento das obrigações acessórias.

Fundamentos Legais: Leis Complementares 123/2006 (com as alterações das Leis Complementares nºs 127/2007, 128/2008 e 139/2011) e Resolução CGSN – Comitê Gestor do Simples Nacional nº 94/2011.