A Importância da Contabilidade como instrumento de Gestão nas Micro e pequenas Empresas Industriais

Fernanda Borges Ventura Especializanda em Gestão Contábil e Financeira – UESPI Maria Valéria Santos Leal Profa. orientadora especialista UESPI- Cloves Moura. RESUMO: Diante da grande mortalidade das MPE (Micro e Pequenas Empresas) em seus primeiros anos de existência e também a não valorização dos conhecimentos contábeis para a tomada de decisões, decide-se analisar a apropriação, bem como a utilização das informações contábeis nas pequenas indústrias em Teresina-PI, procurando abordar a importância da contabilidade para a gestão dos negócios. Sabe-se que a maioria das empresas, em especial as micro e as de pequeno porte, utilizam o conhecimento contábil apenas para facilitar sua regularização quanto às exigências burocráticas dos órgãos públicos ou para fazer a apuração dos valores de tributos a serem pagos. Para a realização deste trabalho faz-se importante uma fundamentação através da revisão bibliográfica para contextualização, entrevista aos empresários com uso de questionário e observação in loco dos aspectos que interferem direta e indiretamente, aos objetivos a serem atingidos por esta pesquisa, ou seja, identificar os problemas provocados pela não utilização racional dos conhecimentos contábeis, pelas MPE. De acordo com a amostra utilizada de diversos setores industriais diagnosticou-se que a maioria das pequenas indústrias da cidade, desconhece a verdadeira razão de ser da contabilidade, ao ignorar todas as informações repassadas, nas demonstrações, que em sua maioria não refletem a realidade, já que são produzidas, bem distante do dia a dia da empresa, resultando muitas vezes no insucesso da mesma ou sucessos momentâneos sem bases sólidas. Palavras – chave: Contabilidade, Gestão e microempresa industrial. 1- INTRODUÇÃO O presente trabalho surge da inquietação acerca da utilização, ou melhor, a falta de aproveitamento do potencial que a contabilidade é capaz de fornecer aos seus usuários.Sabe-se que a maioria das empresas, em especial as micro e as de pequeno porte, utilizam o conhecimento contábil apenas para facilitar sua regularização quanto às exigências burocráticas dos órgãos públicos ou para fazer a apuração dos valores de tributos a serem pagos. A nomenclatura pequenas indústrias, refere-se a microempresas, ou seja, de acordo com a Lei Complementar 123 de 14 de dezembro de 2006 – são empresas que auferem, em cada no calendário, receita bruta de até R$ 240.000,00(duzentos e quarenta mil reais). 2 Mas de acordo com pesquisa realizada pelo SEBRAE no primeiro trimestre de 2004, a partir de dados em amostras de empresas constituídas e registradas em juntas comerciais estaduais, no período de 2000 a 2002, 49,9% das empresas encerram suas atividades com até dois anos de existência, 56,4% com até três anos e 59,9% com até quatro anos, ou seja, a mortalidade das empresas é muito elevada.Sendo diversos os fatores que contribuem para essa estatística, desde a falta de profissionalismo, desinformação, a não apuração e controle dos custos, a incorreta formação dos preços e até mesmo a falta de incentivos por parte do governo. Não se pode deixar de mencionar a ausência da apropriação, bem como a utilização do conhecimento contábil, fator este que tentaremos verificar no ambiente das pequenas indústrias da cidade de Teresina, capital do Estado do Piauí. Já que é visível a necessidade do município produzir mais, seja para diversificar suas atividades e ainda gerar emprego e renda, proporcionando o desenvolvimento ao município, por conseqüência ao Estado.Mas que esta produção seja de forma segura, ou seja, embasada em informações fidedignas e racionais, e a contabilidade tem muito a contribuir neste sentido, para o crescimento destas microempresas (indústrias), já que seu objetivo é realmente fornecer informação. Para que isto aconteça é necessário que se garanta ao profissional condições de trabalho, para que o mesmo seja desenvolvido com dedicação e profissionalismo, pois é praticamente impossível prestar um serviço de qualidade, sem a disponibilidade de tempo por parte do profissional e sem o reconhecimento remuneratório por parte do empresário, que geralmente reconhece os serviços contábeis como gasto, muitas vezes desnecessário. Sabe-se que o profissional contábil e a ciência contábil têm a capacidade de responder satisfatoriamente, através do seu arcabouço de informações, às exigências do mercado, cada vez mais massacrante, principalmente quando se trata de micro e pequenas empresas que em sua maioria enfrentam problemas de liquidez e não utilizam, talvez por desinformação, a contabilidade para diagnosticar e resolver seus problemas. Por isso as Industrias localizadas na cidade de Teresina serão o foco desta pesquisa que tem como objetivo analisar a utilização, bem como a apropriação das informações 3 contábeis nestas empresas, procurando com isso abordar a importância da contabilidade para gestão de negócios, em especial os pequenos negócios. A presente pesquisa está fundamentada em revisão bibliográfica para contextualização e contará com entrevista que diagnosticará a visão dos empresários em relação à contabilidade, principalmente em relação a sua utilização, no sentido de oferecer condições para diagnosticar e sugerir soluções no ambiente da indústria. Será utilizado como instrumento para a coleta de dados o questionário, já que se trata de uma pesquisa exploratória. Sendo também importante a observação in loco das empresas para que verifique o grau de representatividade e a utilização dos conhecimentos contábeis no gerenciamento da Indústria.

CONTABILIDADE E GESTÃO

Diante da elevada mortalidade das empresas brasileiras nos seus primeiros anos de vida, será analisado alguns aspectos que contribuem para tornar esses empreendimentos inviáveis logo nos primeiros anos de vida. Um dos principais aspectos que contribuem para o insucesso destes negócios é a falta de gerenciamento, embasado em informações apresentadas em demonstrações contábeis, bem analisadas e principalmente bem colhidas.Muitas vezes a contabilidade destes estabelecimentos é feita à distância, ou seja, os serviços contábeis são realizados em escritórios contratados pela empresa sem que o profissional visite, presencie e observe a realidade da mesma, dificultando, portanto uma maior e melhor contribuição com idéias que ajudem na resolução de problemas. É necessário mudar o pensamento em relação aos recursos direcionados a obtenção do conhecimento contábil, pois este precisa ser de qualidade, já que é de grande importância para as empresas, que enfrentam diariamente problemas por tomarem decisões equivocadas, em virtude de não possuírem informações que reflitam sua verdadeira realidade. Ainda há poucos estudos que evidenciem a relevância do conhecimento contábil, fato revelado por (CESTARE apud KASSAY, 1996) ao constatar que apesar das MPE 4 exercerem papel relevante na economia, havia à época de seu trabalho, poucas pesquisas sobre o setor que contribuíssem para demonstrar a utilidade e a importância da contabilidade para a gestão das empresas de menor porte. Este fato, apesar do tempo ainda permanece inalterado, percebe-se que a Ciência contábil ainda não é tratada como instrumento de gestão, em especial pelas MPE, ou seja, economizam neste setor, muitas vezes por não possuírem informação ao considerarem a contabilidade apenas como um “mal necessário”. A busca pela maior qualidade a um menor custo exige que, o administrador da empresa esteja munido de informações fidedignas, para melhor embasamento de suas decisões, e é na área contábil que se encontra todos os registros da vida da empresas, registros esses importantíssimos para a tomada de decisão. É a contabilidade o melhor mecanismo, capaz de subsidiar estas pequenas empresas, no caso indústrias, desde sua instalação, compra de matéria prima, determinação do preço de venda, escolha da forma de tributação, apuração dos custos todos esses e outros fatores que são importantíssimos para garantia de sobrevivência, em especial, destes pequenos negócios. A área contábil apesar de ser capaz de oferecer as coordenadas para uma melhor decisão, ainda não é tratada como um aspecto de grande relevância quando se trata de microempresas, é o que confirma (CESTARE 2002, p.81 apud FERREIRA NETO), quando relata os principais problemas da contabilidade em relação a situações vividas pelas pequenas e médias empresas:

1) normalmente a Contabilidade é realizada para atender às exigências fiscais e não como um instrumento útil para assessorar o pequeno empresário em suas decisões;

2) nem sempre a Contabilidade reflete a realidade econômico-financeira da empresa;

3) normalmente, o pequeno empresário conhece bem a parte industrial (produção) de sua empresa, confessando-se pouco entendido em administração financeira. Dificilmente possui assessores para auxiliá-los na administração e tem muita dificuldade em interpretar os balancetes e outros relatórios contábeis, apresentados pelos escritórios de contabilidade;

4) normalmente não há política de estoques;desconhece-se a verdadeira situação financeira da empresa; não se sabe qual é o seu capital de giro 5 próprio, o seu grau de endividamento, os principais fatores que contribuem para a queda da rentabilidade, o seu nível de imobilização, a composição de suas dívidas(curto ou longo prazo), as fontes de financiamento menos onerosas, as melhoras alternativas de investimentos etc.

5) há críticas, por parte dos empresários, em relação aos juros altos, encargos sociais elevados, carga tributária, política econômica do governo,etc.

6) não há disposição em remunerar melhor os escritórios de Contabilidade, pois os benefícios decorrentes destes escritórios à empresa são considerados como pequenos;

7) os escritórios de contabilidade são vistos na maioria das vezes, como um “mal necessário”. Percebe-se que contabilidade precisa ser vista, pelos empresários, não como fator solucionador de problemas, como não é, mas um subsídio importantíssimo para a tomada de decisões, já que sua ausência é fator de fracasso certo.

Mas é também importante a mudança de comportamento do profissional contábil que deixa de oferecer um serviço de qualidade por um preço justo, gerando insatisfação dentro da classe que acaba sendo desvalorizada. São diversos os fatores que contribuem para o fracasso de uma empresa, mas o conhecimento contábil de qualidade pode dentre outras coisas disponibilizar: “…simulações que levem em conta, por exemplo, aumento ou redução de preços, etc. Igualmente, uma análise dos custos dos produtos fabricados e dos vendidos terá ampla utilidade para a correção de rumos. O planejamento de fluxos de caixa, levando em conta dados históricos e valores previstos, também será facilitado pelos registros e pelas práticas contábeis. A escolha de como tratar o “leão” também será beneficiada.

A análise das diversas situações com base nos registros contábeis, permitirá à empresa optar pelo regime que lhe for mais favorável: lucro real/presumido, PIS/Cofins, etc. Uma análise a lucratividade(operacional, final, etc.) deve trazer uma comparação com períodos anteriores, assim como a evolução do endividamento, as vendas em relação aos recursos próprios, os índices de liquidez(corrente,seca e absoluto), a rentabilidade do capital próprio, a estrutura das fontes de recursos, garantia do capital de terceiros e mais uma série de itens a serem observados.” (PEDROSA,2009.p.3 e 4) E isto é importantíssimo para a sobrevivência das MPE que diariamente enfrentam diversos problemas, é preciso que se trabalhe nesses ambientes com mais profissionalismo 6 para que os poucos recursos disponíveis sejam utilizados racionalmente e assim garantirem retorno. É por isso que aos poucos essa visão equivocada a respeito da contabilidade precisa está sendo substituída, já existem alguns empresários que perceberam a relevância da mesma, não em relação aos demonstrativos contábeis, mas em relação mesmo ao profissional que ao se valorizar e prestar um bom serviço contribui de maneira significativa para o sucesso da empresa.

Alguns empresários, tem demonstrado aos poucos mudança em relação a visão acerca da contabilidade talvez porque os próprios profissionais perceberam que as demonstrações contábeis por si só não contribuem para a gestão dos negócios, é necessário mais, seja a análise e sugestão de soluções acarretando cada vez mais a valorização da ciência contábil e por conseqüência dos profissionais e: “Um dos prováveis fatores que fez com que a contabilidade ganhasse maior relevância como instrumento de apoio a gestão dos negócios das empresas …, deixando, inclusive, de ser terceirizada, é a globalização de mercados e o conseqüente aumento da competitividade. Isto porque tais fenômenos vêm exigindo das empresas um estilo de administração mais qualificada, com valorização do seu quadro de colaboradores, entre os quais, o contador.” (SILVA, 2002, p. 19) Só a conscientização dos profissionais da área contábil, é capaz de despertar em todos a grande importância das informações contábeis, em especial a analise sugestiva das mesmas, as quais serão bem realizadas por profissionais da área.

 CONTABILIDADE E AS MICROEMPRESAS

De acordo com o (IBGE, 2006) existem apenas 1742 Indústrias atuando no município de Teresina, dentre elas as micro e de pequeno porte, que enfrentam um mercado cada vez mais competitivo e excludente, mesmo assim contribuem significativamente para a economia local, pois se sabe que a atividade Industrial gera benefícios significativos, seja diretamente ao gerar emprego e em especial indiretamente, por ser capaz de movimentar várias cadeias produtivas simultaneamente. A presente pesquisa foi realizada em pequenas indústrias de Teresina, de diversos 7 setores dentre eles destacamos: três indústrias do setor têxtil, uma do setor metalúrgico, uma do setor de fabricação peças de alumínio e uma do setor de fabricação de gelo. Diante da proposta da pesquisa escolheram-se indústrias que não ultrapassam o limite de faturamento bruto da microempresa que é de R$ 240.000,00 (duzentos e quarenta mil reais). Aplicou-se questionários para aferição da visão dos empresários em relação à contabilidade e seus profissionais, após aplicação realizou-se a tabulação dos dados quantitativos e a conseqüente análise dos mesmos, também foi feita aferição dos dados qualitativos, que enriquecem e singularizam a presente pesquisa. O primeiro aspecto a ser discutido, trata da forma como a contabilidade é tratada pelos empresários destas pequenas Indústrias, ou seja, o grau de prioridade que é dado aos serviços contábeis, conforme gráfico abaixo: Gráfico 1- Modo como as empresas realizam sua contabilidade. qqqqq Fonte: Pesquisa direta realizada em seis pequenas indústrias (microempresas), realizada em junho de 2009. Analisando o gráfico 1(um), verificamos que os serviços contábeis são realizados em sua maioria por escritórios contratados, que atuam fora do ambiente da empresa. Esta informação por si só não é um problema, é preciso verificar que os resultados dos serviços contábeis são produzidos, a maioria das vezes. fora das microempresas, dentro dos escritórios, sem o contato direto com a empresa. 8 E isto provoca um dos principais problemas identificados nos demonstrativos contábeis, a distorção entre as demonstrações e a realidade vivida pelas microempresas industriais. Gerando, portanto problemas de ordem gerencial, para a microempresa, que não disporá de informações seguras que embasem suas decisões.

O motivo defendido pelos empresários para a contratação de escritórios de serviços contábeis é a economia que se tem, já que é muito mais oneroso contratar serviços de um profissional que estivesse presente em sua empresa. Esse fato, também implica em outro grande problema para a contabilidade e seus profissionais que a cada dia tem seu trabalho desvalorizado, sendo substituídos por profissionais que não oferecem um serviço de qualidade cobrando preços muito baixos, provocando a absorção nestes escritórios, de microempresas que ainda não perceberam a importância de uma contabilidade de qualidade. Acarreta desestímulo por parte dos bons profissionais da área contábil que são prejudicados, por oferecerem seus serviços de qualidade a um preço justo e também em relação às microempresas gera elevada mortalidade. A seguir verificaremos os serviços contábeis que são oferecidos às pequenas indústrias, conforme o gráfico dois(2), abaixo: Serviços prestados pela área contábil Gráfico 2- Serviços prestados pela área contábil as empresas pesquisadas. Fonte: Pesquisa direta realizada em seis pequenas indústrias (microempresas), realizada em junho de 2009. 9 Diante do gráfico 2(dois), verifica-se que os serviços oferecidos pelos profissionais contábeis, não ultrapassam as questões burocráticas obrigatórias, em apenas uma empresa verificou-se a participação efetiva dos profissionais contábeis na parte gerencial, com análises e sugestões para decisões da empresas. Com isso percebe-se que a cultura de não aproveitar o conhecimento fornecido pela contabilidade permanece, talvez pelo fato de os dados da empresa, serem colhidos à distância, e também o valor monetário repassado a esses profissionais é muito baixo para cobrir a disponibilização de tempo para essas análises. Todos acabam perdendo, o profissional que é mal remunerado e a pequena indústria que enfrenta dificuldades dentro do mercado bastante competitivo e não se cerca de informações qualificadas para a melhor decisão. O fato que se questiona da distância entre a contabilidade e a microempresa, pode ser verificado no gráfico três (3), que identifica a participação do profissional contábil nas decisões da empresa. Gráfico 3- O uso dos conhecimentos do profissional contábil para a tomada de decisões. Fonte: Pesquisa direta realizada em seis pequenas indústrias (microempresas), realizada em junho de 2009. O gráfico acima demonstra que praticamente não há sintonia entre as informações colhidas pelo setor contábil e o gerenciamento da pequena indústria, que toma decisões muitas vezes aleatórias, sem saber em que grau estas, poderão afetar sua produção, seu preço, seu lucro, seu endividamento entre outros fatores. Ao analisar este ponto e verificar in loco, percebe-se como as informações contábeis não são relevadas na hora da tomada de decisões.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Diante da tentativa de investigar como as microempresas Industriais localizadas em Teresina, capital do Estado do Piauí, fazem a apropriação dos conhecimentos contábeis, neste ambientes percebe-se que a contabilidade e em especial seus profissionais, não conseguem contribuir para a gestão das pequenas indústrias, seja pela falta de oportunidade, seja pela falta de tempo e dedicação seja pela qualificação dos profissionais, visto que as empresas de grande porte, já perceberam que sua contribuição é bastante significativa para o sucesso das mesmas. Percebe-se que é necessário maior profissionalismo para administrar as pequenas empresas, pois os recursos na maioria das vezes são escassos e precisam ser bem gerenciados, para que não haja desperdício. As empresas em geral não privilegiam a apropriação dos atos e fatos que acontecem no dia a dia das empresas, a maioria delas apuram apenas eventos que interferem diretamente no pagamento de tributos, mas os demais eventos quando não privilegiados causam grande prejuízo, ao tempo em que uma boa informação contábil pode gerar tanto benefícios gerenciais como benefícios fiscais. Uma contabilidade bem realizada fornece um retrato da empresa no passado, possibilitando a comparação com períodos anteriores, permitindo análise de aspectos que merecem maior atenção, assim as decisões poderão ser tomadas com maior embasamento na realidade de cada empresa. Portanto a contabilidade é de grande importãncia em qualquer situação , mas para que a sua contribuição seja bastante significativa é necessário que ela seja feita com maior atenção e qualidade, para isso é necessário uma coleta de dados e acompanhamento da realidade de cada empresa pelo profissional contábil desencadeando uma feitura de relatórios fidedignos e esclarecedores para os usuários internos da empresa. Assim com o intuito de analisar em primeiro lugar pequenas empresas industriais da cidade de Teresina, verifica-se a necessidade de futuramente tentar aproximar a classe empresarial desse seguimento à contabilidade através da divulgação da importância, apresentação de situações práticas, que exijam a tomada de decisões através do manuseio e análise de demonstrações contábeis relacionando estas com o mundo externo à empresa. Para isso é necessário que os profissionais valorizem-se prestando serviços de e com qualidade. Não é mais admissível o profissional contábil se ater a produzir, apenas, 11 demonstrativos contábeis, é preciso mais. É necessário sua análise de forma a contribuir para a tomada de decisões dessas pequenas empresas. É importante ressaltar que pesquisas nesta área precisam ser realizadas pois são necessárias ao desenvolvimento da ciência contábil e são imprecidíveis para legitimar os benefícios que a mesma é capaz de garantir aos tomadores de decisões, ao embasar suas informações em algo concreto. 5-

REFERÊNCIAS BRASIL.

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.Estatística do Cadastro Central de Empresas 2006: Tabela 12 – Unidades locais, pessoal ocupado total e assalariado em 31.12 e salários e outras remunerações,segundo Municípios das Capitais e seção da classificação de atividades – 2006.Disponível em: . Acesso em 02 de maio de 2009. BRASIL. Constituição(1988).Lei complementar 123, de 14 de dezembro de 2006.altera os dispositivos das leis 8212 e 8213/1991 e revoga as leis 9317/1996 e 9841/1999.Constituição Federal.(org.)Roque Antonio Carraz e Vera Helena de Melo Franco.9º Ed.São Paulo:RT,2007. CESTARE,Terezinha P;PELEIAS,Ivan R.Proposta de relatórios para a gestão de custos em uma pequena indústria calçadista na cidade de São Paulo.disponível em .Acesso em 02 de maio de 2009. PEDROSA, Carlos José. A contabilidade como instrumento de gestão. Alagoas: Maceió. disponível em < www.consultores.com.br/artigos.asp?cod artigo=381>. Acesso em 18/05/2009. SILVA, Ângelo Alves da. Gestão financeira:um estudo a cerca da contribuição da contabilidade na gestão do capital de giro das médias e grandes indústrias de confecções do Estado do Paraná.Dissertação(Mestrado em Controladoria) FEA/USP, São Paulo, 2002. Disponível em: . Acesso em 28 de abril de 2009.

6 profissionais que você deve consultar antes de abrir sua empresa

À medida que coloca seu negócio em prática, você deve considerar seriamente obter aconselhamento profissional. O momento de obter a opinião de especialistas é antes de você registrar a empresa, abrir uma conta bancária e começar a captar clientes. Mas com quem você deve falar? Confira a seguir uma lista de seis profissionais que você deve consultar em sua pesquisa durante a elaboração do plano de negócios.

Um advogado


Se você achava que advogados são úteis somente em processos, está na hora de mudar seus conceitos. Veja abaixo cinco maneiras específicas com que um advogado pode ajudar você a montar seu negócio.

  • Ajudar a decidir a melhor estrutura da empresa para proteger você de processos indesejados e de uma tributação pesada
  • Discutir obstáculos regulatórios e de licenciamento e aconselhar sobre como superá-los
  • Revisar e redigir contratos para proteger seus interesses
  • Aconselhar sobre as melhores estratégias de proteção de propriedade intelectual, incluindo marcas registradas e nomes de domínios
  • Pesquisar vantagens e desvantagens legais dos variados cenários com os quais você pode se deparar no início do seu negócio

Um contador

Assim como você deve consultar um advogado, é necessário procurar um contador antes de começar sua empresa. As cinco maneiras com que um contador pode oferecer consultoria sobre seus planos iniciais incluem:

  • Trabalhar com seu advogado para estabelecer a estrutura de negócio certa para minimizar seus impostos e maximizar o potencial de lucro
  • Verificar seus números para ajudar você a chegar ao melhor nível de preços
  • Aconselhar sobre as melhores práticas de contabilidade para sua situação.
  • Ajudar na configuração do sistema de registro para facilitar a geração de relatórios financeiros
  • Ensinar como analisar demonstrativos financeiros a fim de tomar decisões de negócios melhores em longo prazo

Um gerente de banco


Fale com seu advogado e seu contador primeiro, mas você precisará conversar com um gerente de banco que entenda de contabilidade empresarial. Veja a seguir algumas das maneiras práticas com que um gerente de banco pode ajudar você a começar seu negócio:

  • Revisar seu plano de negócios para ajudar você a evitar possíveis armadilhas
  • Aconselhar você sobre o processo de obtenção de um empréstimo e/ou crédito
  • Analisar as tendências financeiras do setor da sua empresa e fornecer uma visão geral de como elas podem afetar seu negócio
  • Ajudar a definir os instrumentos financeiros adequados para que você possa gerenciar melhor suas finanças
  • Trabalhar com você para calcular projeções do seu ponto de equilíbrio e de fluxo de caixa

Um editor de publicação especializada


Esta pode parecer uma estranha adição a esta lista, mas é uma boa ideia saber se o setor tem uma publicação especializada. Editores desses veículos são excelentes fontes de informações sobre

  • Tendências atuais do setor
  • Informações sobre concorrentes
  • Novas leis e regulamentações que afetarão sua empresa
  • Novas tecnologias
  • Oportunidades de mercado que ninguém deve ter notado

Seu mentor


Se tem um mentor, essa pessoa provavelmente conhece o suficiente para ajudar você a ver possíveis armadilhas do plano de negócios. Não só isso, mas seu mentor pode oferecer uma visão geral de seus pontos fortes e fracos, o que pode ajudar você a conduzir sua nova empresa no caminho certo.

Possíveis investidores


Antes de pedir dinheiro a um investidor, inclua essa pessoa no processo de planejamento. Uma maneira de fazer isso é convidá-la para participar de um comitê diretor ou da sua diretoria. Incluir as ideias do investidor desde o início aumenta exponencialmente suas chances de obter financiamento. De qualquer maneira, um possível investidor pode dizer por que seu negócio é um investimento de risco.

Muitos planos de negócios pecam por falta de orientação apropriada e bom aconselhamento. Fale com profissionais experientes antes de começar. Você verá os resultados mais tarde.

Fonte: quickbooks.com.br

Calegari Contabilidade

Novo empresário: como saber se sua empresa em Saltinho está dando lucro

Os primeiros anos de uma empresa são cruciais para que ela dê certo, pois sabemos que a grande maioria dos negócios acabam fechando suas portas ainda nos primeiros meses de existência. Para que isso não ocorra com o seu, se envolver com as finanças é fundamental.

No entanto, eu tenho ouvido muitos empresários comentando que não conseguem acompanhar de maneira satisfatória a parte econômica do seu empreendimento e, com isso, não conseguem compreender ao certo o que está dando lucro e o que está dando prejuízo. Para te ajudar a lidar melhor com seus números, resolvi escrever esse post para compartilhar meus conhecimentos sobre o assunto. Vamos conferir?

Organize as suas contas


A primeira dica que eu posso dar para que você consiga saber se a sua empresa está dando lucro é: organize as suas contas! Essa tarefa parece simples, mas o fato é que boa parte dos empresários não dá a devida atenção a essa tarefa, que envolve despesas como contas de água, luz e telefone, fornecedores, salários, encargos trabalhistas, imposto e muito mais.

Uma boa alternativa é dividir os seus gastos em categorias. Que tal diferenciar despesas fixas (como as contas mensais e a folha de pagamento), variáveis (preços com frete, bonificações, custos extras e imprevistos) e investimentos (melhorias na empresa, contratação de pessoal e propaganda e marketing)? Isso permite que você saiba ao certo para onde está indo seu dinheiro e conheça qual o seu gasto bruto, que é imutável, e trabalhe com mais conhecimento de causa quando precisar realocar recursos ou reduzir o valor dos gastos variáveis. Também ajuda a tomar decisões e considerar se seu orçamento permite investimentos maiores no momento ou não.

Saiba ao certo qual é a sua margem de lucro


Um ponto fundamental para conhecer a fundo os lucros da empresa é efetivamente saber qual é a sua margem de lucro. Vejo muito empresários com dúvidas banais sobre esse tema, porque o senso comum nos diz que a margem é apenas a diferença entre o preço de compra e o preço de venda. Ledo engano, meu nobre empreendedor! A margem de lucro real é a que leva em conta os preços de frete, o armazenamento, a embalagem, o custo de captação do cliente e todos os outros gastos que envolvem o processo de vendas. Somente quando todos esses fatores entrarem na conta é que você saberá se um produto traz retorno de fato ou não!

Apure seu fluxo de caixa


A análise do fluxo de caixa é, obviamente, um recurso para conhecer a situação financeira do empreendimento. Mas o que você talvez não saiba é que ele não conclui com exatidão os lucros da empresa. Para avaliar se o seu negócio está dando lucro ou prejuízo, é essencial apurar os resultados. É isso que vai ajudar a identificar qualquer falha na gestão financeira e a determinar o ponto de equilíbrio para que sua gestão seja economicamente sustentável e gere lucro. Apure, analise minuciosamente e compare essa avaliação com as anteriores. Dessa forma, é possível planejar os meses seguintes e saber se sua empresa está crescendo ou não.

Se você seguir as dicas que eu dei, tenho certeza de que conhecerá os lucros da empresa de uma maneira muito mais real do que antes. Os empresários muitas vezes não dão a devida importância, mas é esse dinheiro que permitirá maiores investimentos e trará a prosperidade que você espera. Mesmo que você seja um novato, use esse conhecimento a seu favor e ganhe destaque no mercado!

Fonte: guiaempreendedor.com

[Contabilidade]

Contabilidade em Saltinho

Cinco formas de chamar atenção do cliente com autenticidade

Há muitas décadas, as campanhas de marketing individuais eram a grande sacada.

No entanto, desde o surgimento da Internet e, em especial, a popularidade das redes sociais, o comportamento do cliente mudou drasticamente.

 As redes sociais não apenas se tornaram uma ferramenta essencial para qualquer estratégia de marketing (quase metade dos usuários do Facebook já “recomendaram” uma marca), os clientes hoje também esperam que sua relação com as marcas vá além do valor de uso dos produtos.

Para Mohan Sawhney, professor residente de marketing e Diretor de Tecnologia da Fundação McCormick na Kellogg School, isso significa que é hora de os líderes de marketing aceitarem e começarem a usar uma abordagem diferente.

Em vez do modelo tradicional “forçado” das campanhas de marketing, o marketing de envolvimento atrai as pessoas ao contar histórias, promover discussões e abordar as necessidades e interesses do cliente.

O objetivo é envolver os clientes em um relacionamento mais profundo, mais sustentado com um determinado produto ou marca.

“Se você só fala com os clientes sobre o que quer vender, eles têm a opção de nem ouvir”, diz Sawhney. “O lema para o marketing de envolvimento é ‘Não pergunte como vender, mas sim como pode ajudar’”.

Seguem cinco dicas importantes para as empresas que desejam obter êxito com marketing de envolvimento:

1. Ofereça valor real aos clientes.


“O marketing de envolvimento significa liderar com conteúdo, não produtos”, diz Sawhney. Este conteúdo deve ser verdadeiramente útil para os clientes.

“É publicidade como um serviço, ao invés de publicidade como interrupção”, diz Sawhney. “Fundamentalmente, você está oferecendo aos clientes valor em troca da atenção deles”.

A provedora de soluções de automação de marketing Marketo oferece um conjunto abrangente de “Orientações Definitivas” para ajudar os marqueteiros a dominar tópicos como marketing digital, marketing por e-mail, marketing social e métricas de marketing.

Em vez de vender suas plataformas, a Marketo procura aconselhar e informar os clientes e, assim, conquistar o direito de falar a respeito de seus produtos.

O ConnectLIVE, um aplicativo criado pela Valspar Paint, oferece consultas de pintura individuais virtuais com um consultor de cores profissional que cria um esquema de cores personalizado adaptado ao espaço de cada participante.

2. Forme uma comunidade.


“Uma parte fundamental do marketing de envolvimento é dar aos clientes oportunidade para um diálogo, não só com a sua marca, mas também um com o outro”, diz Sawhney.

Pode começar a conversa pedindo opiniões e percepções, refletindo sobre tendências interessantes e reunindo os clientes em comunidades de compartilhamento social on-line.

A Nike tradicionalmente contou com publicidade na mídia para promover o seu conceito “mostrar o atleta que existe em você”. Recentemente, a empresa mudou para um atendimento personalizado.

Em vez de colocar todos os seus recursos em uma única campanha publicitária para tênis, a Nike agora anuncia por meio de conselhos aos clientes sobre treinos, ajudando-os a criar comunidades on-line sobre o tema da atividade física.

Faz parte desta nova abordagem o Nike+, um site destinado a tornar mais fácil o acompanhamento da sua evolução física.

A American Express emprega uma abordagem semelhante para a criação de comunidades. Em 2007 a empresa criou o “OPEN Forum”, uma comunidade on-line para auxiliar os empresários a promover o crescimento dos seus negócios, oferecendo ideias, recursos e oportunidades de networking.

Ao organizar esta plataforma para uma comunidade de empresários em crescimento, a empresa coloca-se na vanguarda do marketing nas redes sociais, com milhares de empresas participantes e muitas outras que seguem o fórum no Twitter, além de dar um impulso significativo à marca.

O OPEN Forum é agora a principal fonte de prospectos para novos membros de cartões de visitas para a American Express.

“Quando os clientes se envolvem com você nas redes sociais, é possível alavancar sua fidelidade à marca”, diz Sawhney. “Muitos deles serão os evangelizadores que irão ajudar na divulgação”.

3. Inspire as pessoas.


“As pessoas valorizam informação úteis e a conveniência”, diz Sawhney, “mas elas também querem receber inspiração!”

Uma maneira de inspirar os clientes é compartilhar a visão da sua marca. A empresa de vidros Corning divulgou um vídeo chamado “Um dia feito de vidro”, que mostra as possibilidades inspiradoras de um dia, no futuro próximo, quando o vidro de alta tecnologia que ela produz estiver nas casas e escritórios dos clientes todos os dias.

“Você tenta pintar uma imagem do futuro que é inspiradora e mostra que você desempenha um papel importante nesse futuro”, diz Sawhney. Isto é bastante relevante para as empresas que estão tentando desenvolver a tecnologia da próxima geração.

Outra maneira de inspirar é transformar a sua marca em um agente de impacto social. Em 2013, a Chipotle lançou o “The Scarecrow” (o espantalho), um filme de animação altamente crítico da agricultura industrializada.

Assim ela desencadeou um debate sobre a integridade dos alimentos. A Starbucks lançou vídeos semelhantes que promovem o comércio justo do café.

Poucas iniciativas de marketing têm mais sucesso do que a da Toms, empresa de comércio eletrônico que promete dar um par de sapatos a uma criança necessitada em algum lugar do mundo se você comprar um par dos sapatos que vende.

4. Forneça valor de entretenimento.


Além de ser inspirados, os clientes gostam de ser entretidos, o que é uma enorme oportunidade para o marketing de envolvimento.

Tomemos o exemplo do “Where’s My Wallet” (onde está minha carteira), um jogo on-line interativo do Commonwealth Bank usado como uma forma de promover sua nova tecnologia Cardless Cash (dinheiro sem cartão) na Austrália.

O jogo, disponível para qualquer pessoa, conta com um mapa panorâmico de Sydney. O objetivo é encontrar uma das 100 “carteiras perdidas” escondidas pela cidade, cada uma delas com um prêmio de $200.

Os vencedores tinham que ir até um caixa eletrônico do Commonwealth para reivindicar o prêmio usando o produto Cardless Cash. Durante os primeiros dez dias do jogo, o “Where’s My Wallet” recebeu 43.000 visitantes individuais que passaram em média 12 minutos no site.

O Marriot International também aproveitou o entusiasmo pelos jogos em redes sociais com o lançamento do “My Marriot Hotel” (meu hotel Marriot), um jogo do Facebook que convida os participantes a gerenciarem seu próprio hotel virtual.

Para o Marriot, esta é uma ferramenta de marketing e uma estratégia de recursos humanos: além de gerar interesse pela marca Marriot, o jogo destina-se a tornar os cargos de carreira em hotel mais atraentes, especialmente em países onde esses empregos são considerados servis.

5. Deixe a conversa rolar.


Parte do que significa ter uma abordagem de marketing “sempre ativa” é você estar em constante diálogo com os clientes.

Porém, é necessário haver inovação frequente para alcançar essa feita. Significa, também, permanecer relevante e sensível às questões que possam surgir por parte dos clientes.

Empresas altamente reativas são rápidas em perceber os problemas de atendimento na fonte, por meio do tato nas comunicações, dissuadindo os erros de relações públicas que podem rapidamente viralizar a partir de clientes bem relacionados.

Se o marketing funciona melhor quando os clientes sentem que têm um relacionamento genuíno com uma marca, um que seja interessante, mutuamente benéfico e estável, essa relação precisa ser cultivada.

“O objetivo final do envolvimento é a criação de uma ligação emocional com a marca”, diz Sawhney.”Este é um processo que leva à intimidade e defesa da marca. Não é uma única transação, mas uma conversa contínua. Não se pode esperar que os clientes aparecessem somente quando você tem um produto para lançar. É necessário ter uma presença constante”.

Fonte: exame.abril.com.br

Calegari Contabilidade

Qual o perfil do empreendedor brasileiro?


Os brasileiros são empreendedores e esse é um fato incontestável que diversas pesquisas nos comprovam. O artigo retrata qual é esse perfil e outros dados de uma pesquisa muito conceituada no Brasil e no Mundo.

O brasileiro é um povo empreendedor! Você acredita nessa afirmação? Quais são os dados e fatos que comprovam isso? Segundo o sumário executivo de 2013 do “Global Entrepreneurship Monitor”, que é um projeto iniciado em 1999 por meio de uma parceria entre a London Business School e o Babson College, hoje com a parceria do Sebrae e coordenação do Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade (IBQP), sim, o Brasil é um país de empreendedores.

O projeto tem como objetivo compreender o papel do empreendedorismo no desenvolvimento econômico dos países e hoje se constituí no maior estudo em andamento sobre o empreendedorismo no mundo.

Vamos aos dados do perfil do empreendedor brasileiro:

• As mulheres são a maioria (52,2%). Na região Nordeste há um indicativo de uma pequena maioria de homens (50,9%);

• No Brasil e em todas as suas regiões, a faixa etária onde se observa a maior frequência desses empreendedores é a de 25 a 34 anos (33,1%);

• A maior parte dos empreendedores iniciais brasileiros (50,9%) apresenta níveis de escolaridade menor que segundo grau completo. Merece destaque a região Nordeste, onde 42,1% dos empreendedores iniciais possuem segundo grau completo;

• A grande maioria dos empreendedores iniciais brasileiros provem de famílias com até 4 pessoas (77,2%). Esse fato também se verifica em todas as regiões do país;

• A faixa de renda predominante é de menos de 3 salários mínimos (61,6%). Nas regiões Norte e Nordeste, esse percentual alcança 73,4 e 66,0%, respectivamente;

• A maioria dos empreendedores iniciais é natural da própria cidade (57,5%), aspecto que se repete em todas as regiões;

• O empreendedorismo responde por 20% do PIB brasileiro e 60% dos 94 milhões de empregos estabelecidos;

O estudo ainda afirma que as características recentes da economia brasileira, centrada no aumento do consumo de massa e no mercado interno, favorecem o aumento na quantidade dos empreendimentos, porém esses se caracterizam como sendo pouco inovadores, em atividades econômicas com pequenas barreiras de entrada e com baixa inserção internacional, particularmente de serviços.

Os resultados do GEM 2013 são bastante favoráveis ao empreendedorismo no Brasil. Com o aumento da taxa de empreendedores iniciais, estima-se que 40 milhões de brasileiros, entre 18 e 64 anos estejam envolvidos com a atividade empreendedora. Além disso, verificou-se também o aumento da proporção de empreendedores por oportunidade, o que reflete uma decisão mais planejada em relação à opção pelo empreendedorismo, aumentando a probabilidade de sucesso do negócio. O estudo revelou também que, pela primeira vez no Brasil, a proporção de mulheres empreendedoras superou a proporção de homens (52,2% contra 47,8%). Como oportunidades de melhorias, o estudo revelou os baixos percentuais de novidade nos produtos e serviços, além da baixa perspectiva de geração de empregos nos próximos cinco anos. Apesar disso, o empreendedorismo desfruta de uma excelente imagem no país, dado que a proporção de pessoas que consideram o empreendedorismo como uma opção de carreira é superior a 80%.

Fonte: administradores.com.br

Calegari Contabilidade